Mulher
Mãe aos 50: com dois filhos adultos, Mariza voltou a vivenciar os desafios e alegrias de maternar
| DOURADOSNEWS / JESSICA BEATRIZ
Com 50 anos recém completados e dois filhos adultos, Anna Clara, 24, e Arthur, 19, a defensora pública Mariza Fatima Gonçalves voltou a vivenciar os desafios e alegrias da maternidade há quatro meses, com a chegada do pequeno Jacob.
“50 anos! Por esse meio século de vida, bem vividos, trago comigo 27 anos de Defensoria, três filhos, Anna 25, Arthur 19 e Jacob 4 meses e tantas lembranças. O tempo passa e a gente percebe que não há respostas, apenas histórias. Afinal, cada um só tem a garantia do hoje”, resume.
Mariza sempre teve vontade de ter três filhos, porém, o sonho foi adiado para focar exclusivamente no trabalho, depois pensou ser impossível por ter passado dos 40 anos, mas a vontade reacendeu ao se casar pela segunda vez, com o esposo Ruan Jacob.
“Estou no segundo casamento e com isso foi retomada a realização do sonho de ter mais um bebê”. E, apesar da vontade do casal ter se concretizado, eles tiveram que enfrentar três anos de tratamentos médicos para engravidar novamente.
Após tanto tempo de preparação para maternar pela terceira vez, a descoberta do positivo uniu um misto de sentimentos. “Foi um momento de muita alegria, mas também de bastante apreensão, em razão dos riscos que envolvem uma gestação nessa idade avançada”, afirmou a defensora.
A partir de então, a nova fase da vida de Mariza exigiu certa cautela, “fisicamente foi uma gravidez cercada de cuidados, com acompanhamento médico e nutricional rigoroso; psicologicamente foi desafiador, pois tive que aprender a desacelerar”.
Além da própria adaptação ao novo momento, a mãe de terceira viagem teve que lidar com os sentimentos dos outros filhos que resistiram a notícia no início, por medo que algo acontecesse com ela, porém,“depois do nascimento tem sido um momento de muito carinho com o irmãozinho”, comentou.
Com a chegada do pequeno também foram necessárias algumas readequações no projeto de vida da família, como horário de trabalho, programação de viagens e lazer, por exemplo.
Sobre engravidar nessa idade, Mariza comenta que uma das facilidades será poder participar ativamente da vida do filho devido a estabilidade financeira e a maturidade decorrente da idade e do planejamento da gravidez.
Mas nem tudo é fácil, vivenciar a maternidade aos cinquenta anos vem atrelada a vários medos e desafios, e um dos principais é a vitalidade, “conseguir acompanhar o filho pelo maior tempo possível, tendo saúde”, pontua.
Além disso, Mariza diz que é muito diferente a criação de um filho nos tempos atuais, comparado há duas década atrás.
Entretanto, ela enxerga isso como um recomeço. “É uma renovação de sonhos e motivos para viver e cuidar da própria saúde. E também a responsabilidade de fazer as coisas de forma mais madura, serena e consciente”.
Questionada se já vivenciou alguma situação de preconceito por ter sido mãe aos cinquenta anos, a defensora afirma que já ocorreu, mas normalmente acontece de forma velada, “na frente as pessoas demonstram mais surpresa por achar um fato inusitado”, explicou.
Entretanto, isso é apenas um detalhe porque considera que “Jacob é a cerejinha do bolo, veio trazer uma felicidade e movimento para uma fase onde já havia uma estabilidade”.
*Fotos interna I: Mariza, o esposo Ruan e o filho Jacob.
* Foto interna II: Anna Clara, Arthur e Jacob.
* Foto galeria: Mariza durante a gestação de Jacob.
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