Mulher morre após médicos confundirem ataque cardíaco com gases

Paula Ivers recebeu alta e morreu três dias depois

| ÚLTIMO SEGUNDO / LUANA MEDEIROSLUANA MEDEIROSJORNALISTA FORMADA PELA UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAíBA, ARTISTA VISUAL E APAIXONADA POR CONTAR HISTóRIAS DE FORMA INOVADORA. COM EXPERIêNCIA EM REDAçãO JORNALíSTICA, ASSESSORIA DE IMPRENSA E JORNALISMO EM QUA


- Reprodução/redes sociaisA enfermeira Paula Ivers morreu após hospital confundir ataque cardíaco com gases.
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Uma enfermeira de 47 anos morreu após ser internada com sintomas de ataque cardíaco, que foram confundidos com excesso de gases presos pela equipe médica. O caso ocorreu em Manchester, no Reino Unido. As informações são da People Magazine.

A mulher, identificada como Paula Ivers, deu entrada no Hospital Tameside, sentindo dores toráricas fortíssimas. Segundo Simon Norbury, companheiro de Ivers, ela chegou a classificar as dores que sentia como piores do que as que experienciou no parto.

Na ocasião, a enfermeira recebeu um diagnóstico de refluxo gástrico e excesso de gases, e foi liberada pela equipe médica. Paula chegou a relatar que seu pai havia falecido devido a uma parada cardiorrespiratória aos 40 anos, mas o histórico foi ignorado pelos médicos.

Três dias depois, Paula foi encontrada inconsciente em seu quarto por sua filha de 9 anos. Ela foi declarada morta no hospital e, posteriormente, o exame necroscópico apontou que Paula morreu de uma dissecção da aorta torácica.

Segundo a Mayo Clinic, trata-se de uma emergência médica em que a aorta - principal artéria do corpo - apresenta rompimento na camada interna. Casos como estes podem causar emorragias internas e costumam ser fatais.

Em entrevista ao Manchester Evening News, Lesley Ivers, irmã de Paula, afirmou que a irmã não recebeu os cuidados necessários para salvar sua vida.

'É uma ironia cruel que ela fosse defensora do NHS (Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido) e, ainda assim, quando mais precisou, foi negligenciada da pior maneira possível.'

O caso ocorreu em março de 2024, mas voltou a repercutir na imprensa britânica após a família processar o NHS por negligência. O caso segue sendo investigado pela Justiça britânica, porém, autoridades determinaram que novos protocolos sejam criados para evitar que casos como o de Paula voltem a acontecer.



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