Região
Em MS, índice de envelhecimento da população é maior entre quilombolas
Há 1.519 pessoas vivendo em território quilombola
| CAMPO GRANDE NEWS
O índice de envelhecimento da população quilombola é maior do que o geral em Mato Grosso do Sul e a idade mediana dos quilombolas é até 12,1% maior que a da população sul-mato-grossense, conforme o Censo Demográfico 2022: Quilombolas e Indígenas, por sexo e idade, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), nesta sexta-feira (3).
Quando considerada a população total de MS, o índice de envelhecimento é 43,58. Já entre os quilombolas sobre para 74,32. Há cerca de 74 pessoas de 60 anos ou mais para cada 100 crianças entre os quilombolas.
A idade mediana não é uma média, mas sim uma forma de descobrir o indicador que divide uma população entre os 50% mais jovens e os 50% mais velhos. Entre os quilombolas, a idade mediana é de 35 anos, dois anos maior que a idade mediana da população de MS, que é 33.
Os que moram fora de territórios quilombolas têm idade mediana de 37 anos. Isso mostra que a população quilombola tem mais idade que a população em geral, principalmente quando registrada fora de territórios quilombolas. A população quilombola tem uma idade mediana 6% maior que a população total. Já nas pessoas quilombolas fora de seu território, passa ser 12,1% maior.
A maior parte da população quilombola que residente em território quilombola, em MS, está localizada na capital (38,0%), seguido por Jaraguari (24,19%), Corguinho (12,05%), Nioaque (11,79%), Maracaju (10,91%) e Itaporã (3,05%).
Envelhecimento - O índice de envelhecimento da população quilombola fora de território quilombola é 110,2% maior. Fora, são 91,63 idosos (241 no total) para cada criança (263).
Já em território quilombola o índice ficou em 58,39, pois foram registrados 167 idosos e 286 crianças. Em ambos os casos, o número é maior que o registrado no geral.
População - Há 1.519 pessoas vivendo em território quilombola e dessas, 1.145 se identificam como quilombolas. São 96 homens para cada 100 mulheres. Há 549 crianças e 408 idosos.
A responsável pelo Projeto de Povos e Comunidades Tradicionais do IBGE, Marta Antunes, comentou a importância da pesquisa, durante a divulgação em evento na Comunidade Quilombola Campinho da Independência, em Paraty, no Rio de Janeiro.
“A publicação traz uma atualização do perfil demográfico dessa população em relação ao Censo 2010. Esses dados são importantes para subsidiar as políticas educacionais indígenas, que têm uma política de educação diferenciada, assim como políticas de saúde, como vacinação de crianças, e assistência, que dependem desse recorte de faixa etária e sexo', explica.
No Centro-Oeste, a idade mediana dentro de Territórios Quilombolas oficialmente delimitados é 30 anos e fora deles é 34 anos.
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