Justiça manda ex-goleiro Bruno indenizar o filho em R$ 650 mil


Justiça nega recurso e ex-goleiro Bruno deve pagar R$ 650 mil em indenização ao filho - Crédito: Divulgação
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A Justiça de Mato Grosso do Sul negou nesta segunda-feira, dia 24 de abril, o pedido do recurso feito após a condenação do ex-goleiro Bruno Fernandes ao pagamento de R$ 650 mil em indenização por danos morais e materiais ao filho que teve com Eliza Samudio. A defesa afirmou que vai entrar com recurso contra a decisão.

A indenização foi estipulada pela Justiça em outubro do ano passado, doze anos após a morte de Eliza, mas a defesa do ex-goleiro entrou com recurso.

O menino, que hoje tem 13 anos, morou em Campo Grande até o início deste ano, quando se mudou para Curitiba para estrear na mesma posição do pai no time de base do Athletico-PR.

Os advogados do atleta alegaram que Bruno não teria condições de arcar com o valor. Isso porque, após ser colocado em liberdade condicional, ele passou a atuar como goleiro em um time da terceira divisão, recebendo salário de R$ 1,2 mil.

Diante das alegações o desembargador relator da decisão, Marcos José de Brito Rodrigues, esclareceu que o objetivo da indenização por dano moral é dar à pessoa lesada, Bruninho.

Na decisão, o desembargador ainda reiterou que o valor fixado da indenização é razoável, levando em conta a situação econômica da família de Bruninho e a gravidade do caso.

A defesa afirmou que vai entrar com recurso contra a decisão. Ainda conforme a advogada, Alessandra Jirardi, a outra parte que pedia um aumento do pagamento para R$ 6 milhões, também foi negada.

Crime bárbaro

Eliza Samudio desapareceu em 2010, e seu corpo nunca foi achado. Ela tinha 25 anos e era mãe do filho recém-nascido do goleiro Bruno. Na época, o jogador era titular do Flamengo e não reconhecia a paternidade. Apenas em 12 de julho de 2012, após sentença publicada pela Justiça do Rio, Bruno se tornou legalmente pai da criança.

O ex-goleiro foi condenado pelo homicídio triplamente qualificado de Eliza Samudio e pelo sequestro e cárcere privado de seu filho com a vítima. O goleiro também havia sido condenado por ocultação de cadáver, mas esta pena foi extinta, porque a Justiça entendeu que o crime prescreveu.

Em 2018 o ex-jogador foi para o regime semiaberto e atualmente, está cumprindo a pena em liberdade condicional.



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