Polícia descarta feminicídio e suicídio em caso de caminhonete que caiu no Rio Ivinhema

Análise das imagens mostra que motorista tentou dar marcha à ré segundos após entrar na água

| TOP MíDIA NEWS/DAYANE MEDINA


Ivinotícias - Vale do Ivinhema
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A Polícia Civil não encontrou indícios de feminicídio ou suicídio no caso da caminhonete que caiu no Rio Ivinhema, na região de Angélica e Nova Andradina, na noite de domingo (1º). Segundo o delegado Gustavo Oliveira, responsável pela investigação, a análise das imagens de segurança indica que o motorista entrou na água por engano e tentou retornar ao perceber a situação.

Conforme informações divulgadas pelo site Ivinoticias nesta terça-feira (3), a investigação aponta que o casal não conhecia a região e teria confundido a rampa de acesso ao rio com um trecho alagado da estrada.

Um dos principais elementos analisados pela polícia foi a reação do motorista. As imagens mostram que, aproximadamente quatro segundos após a caminhonete entrar na água, o condutor acionou o freio e engatou a marcha à ré, movimento identificado pelas luzes traseiras do veículo.

Para o delegado, a tentativa de retornar reforça a hipótese de que a entrada no rio foi acidental.

A perícia também analisou o comportamento da passageira. Segundo Gustavo Oliveira, as imagens mostram a mulher sentada no interior da caminhonete, segurando uma das alças de segurança. Não foram identificados sinais de discussão, contenção física ou de que ela estivesse sendo levada à força.

Ainda conforme a investigação, os gritos de socorro começaram somente depois que o veículo entrou na água e começou a afundar.

O delegado explicou que a rampa estava mais alagada do que o habitual, dificultando a identificação do declive. Em poucos segundos, a água teria invadido praticamente toda a cabine, tornando difícil a abertura das portas devido à pressão.

O local tem aproximadamente seis metros de profundidade logo após a rampa. A correnteza também teria deslocado a caminhonete por cerca de 40 metros no fundo do rio.

A polícia trabalha com a possibilidade de que uma das portas tenha se aberto quando o veículo já estava submerso, permitindo que um dos ocupantes fosse levado pela correnteza. Essa hipótese ainda depende de confirmação.

Gustavo Oliveira também afirmou que não foram encontrados registros de violência entre o casal ou outros elementos que apontem para uma morte intencional. Apesar disso, as circunstâncias do acidente continuam sendo apuradas.

Relembre o caso

A caminhonete Chevrolet S10 caiu no Rio Ivinhema na noite de domingo (1º), em uma rampa de acesso localizada na região das Marinas do Rio Ivinhema.

A passageira, Estela Thomazetto, de 48 anos, foi encontrada morta dentro do veículo, localizado pelos bombeiros a aproximadamente seis metros de profundidade, na madrugada de segunda-feira (2).

O companheiro dela, João Luiz dos Santos, de 56 anos, permanecia desaparecido até as últimas informações divulgadas. As equipes do Corpo de Bombeiros continuavam as buscas pelo homem.

O casal era natural do Paraná e trabalhava em uma propriedade rural da região.



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