Brasil é favorito ao ouro inédito no Mundial de ginástica rítmica, mas foca em vaga olímpica; veja análise

Atual vice mundial, conjunto brasileiro lidera ranking da temporada e pode conquistar o título do Mundial, mas mira se manter no pódio para garantir a classificação antecipada para Los Angeles

| GLOBOESPORTE.COM / MARCOS GUERRA


Conjunto brasileiro em ação na final da série simples — Foto: MeloGym/CBG
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O Brasil vai entrar em quadra no Mundial de ginástica rítmica em um novo patamar nesta semana: o de favorito ao ouro no conjunto. Depois de conquistarem a inédita prata no Mundial do ano passado, as brasileiras se mantiveram no pódio nas etapas da Copa do Mundo e alcançaram as maiores notas da temporada, assumindo a liderança do ranking (veja abaixo). O objetivo maior em Frankfurt, porém, é continuar entre as medalhistas da prova geral, a prova olímpica, para conquistar com antecedência a vaga nas Olimpíadas de Los Angeles 2028.

O sportv 2 transmite ao vivo as finais do Mundial de GR de Frankfurt a partir de sexta-feira com as disputas individuais, enquanto o conjunto entra em ação no fim de semana.

- A gente sabe que é possível. Depois que conquistamos no Brasil essa medalha de prata, a gente buscou ainda mais. A gente chega como favorito, mas o que queremos mesmo é acertar nossas coreografias. Esse é o objetivo maior. Se a gente conseguir mostrar em quadra o que elas fazem no treino, o que elas fizeram nas Copas do Mundo, essa vaga (olímpica) vai vir naturalmente. Chegamos ainda mais preparadas. O mesmo time. Ainda mais experiente. A gente fez uma preparação muito boa, conquistando a medalha de ouro na última Copa do Mundo, na Itália. A gente sabe que quando chega com favoritismo tem que segurar a onda, manter o pé no chão, mas a gente já passou por muita coisa. E eu acredito que o time vai chegar e mostrar aquilo que a gente vem preparando há tantos anos - disse a técnica Camila Ferezin.

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No topo do ranking

Duda Arakaki, Nicole Pírcio, Sofia Madeira, Maria Paula Caminha, Mariana Gonçalves e Julia Kurunczi colocaram o Brasil como número 1 do mundo nesta temporada. Na ginástica, não um ranking oficial, uma vez que os critérios de julgamento são ligeiramente diferentes entre as competições por causa do caráter subjetivo da modalidade. No entanto, como o código de pontuação é o mesmo para todas as disputas, é possível comparar as notas conquistadas e ranqueá-las.

O Brasil teve a melhor somatória em um dia de competição (58,150 pontos), a prova olímpica, que soma as séries simples e a mista. O conjunto verde-amarelo também tem a maior nota do ano na prova simples, a de cinco bolas (29,250 pontos), e a segunda maior nota da prova mista, a de três arcos e dois pares de maças (28,900 pontos).

Prova geral - soma das duas séries realizadas na mesma fase, classificatórias ou finais.Prova simples - cinco bolas.Prova mista - três arcos e dois pares de maças.Potencial - soma das duas maiores notas de cada série na temporada.

Os melhores resultados do Brasil foram conquistados no Campeonato Pan-Americano do Rio de Janeiro, em junho. Competir em casa sempre pesa a favor das anfitriãs na ginástica, mas as brasileiras tiveram notas muitos próximas às do Rio na conquista do ouro da etapa de Milão da Copa do Mundo, em julho.

Campeãs em prévia do Mundial

O título da prova geral na etapa de Milão da Copa do Mundo também colocou o Brasil como favorito ao ouro no Mundial de Frankfurt. O torneio na Itália foi o último grande evento antes da principal competição do ano e uma verdadeira prévia para a disputa na Alemanha. As russas foram as únicas ausentes entre os principais conjuntos da temporada. Com duas séries cravadas, as brasileiras somaram 56,050 pontos (28,050 e 28,000) para superar a atual campeã olímpica China (55,850) e a atual campeã europeia Espanha (55,850). Atual campeão mundial, o conjunto do Japão foi o quinto colocado (53,150).

Nas provas por aparelhos, o Brasil ficou com a prata nas cinco bolas, atrás da Espanha. Falhas na final da série mista deixaram o conjunto verde-amarelo na sétima posição.

Consistência no pódio

O Brasil teve dificuldades para encaixar as novas séries ao som de "Abracadabra" e "Feeling Good" no início do ano. Algo natural. Por causa do início do ranking olímpico da Copa do Mundo, que é uma segunda via de classificação para Los Angeles, as brasileiras anteciparam o começo da temporada. Ainda assim, mantiveram-se no pódio. O conjunto verde-amarelo cresceu durante o ano em notas e em conquistas até chegar ao ouro da prova geral na etapa da Copa do Mundo de Milão. Assim, o Brasil faturou medalhas em todas as competições que disputou neste ciclo olímpico.

Medalhas do Brasil em 2026


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