Antes de se encontrarem em gravação, Flávio Bolsonaro elogia Michelle e diz que ela terá acesso direto à Presidência

Ex-primeira-dama é esperada nesta terça-feira (11) para gravação de material de campanha com Flávio. Candidato à Presidência chamou Michelle de 'pessoa qualificada'.

| G1 / VICTóRIA CóCOLO


Flávio Bolsonaro nesta terça-feira (11). — Foto: Reprodução/GloboNews
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Nesta terça-feira (11), o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro elogiou Michelle Bolsonaro. Ele afirmou que ela terá acesso direto à Presidência se ambos forem eleitos.

O encontro em Brasília marca a primeira reunião presencial entre os 2 após desentendimentos. Flávio elogiou o trabalho dela com a comunidade surda.

Em junho, Michelle relatou ter sido "humilhada" por Flávio em discussão política. Posteriormente, o candidato pediu desculpas e fez elogios à madrasta.

O evento desta terça-feira (11) reuniu 47 candidatos ao Senado apoiados por Flávio. Ele afirmou que a estratégia busca dar "capilaridade" à sua campanha presidencial.

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-SP) elogiou nesta terça-feira (11) a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), candidata ao Senado pelo Distrito Federal, e afirmou que ela terá acesso direto à Presidência da República para tratar de demandas do DF caso ambos sejam eleitos.

Flávio falou com jornalistas em Brasília antes do início das gravações de materiais de campanha com candidatos ao Senado apoiados por ele, incluindo a ex-primeira-dama. Michelle ainda não havia chegado ao local no momento da entrevista.

"Michelle estará aqui também, uma grande honra para a gente. Todo mundo já entendeu que o Brasil precisa vencer o PT. E ela, uma pessoa qualificada", afirmou.

O encontro foi o primeiro presencialmente entre madrasta e o enteado desde as rusgas envolvendo os dois. Entre os elogios à madrasta, Flávio o trabalho voltado à comunidade surda durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

"Passou a ser outra realidade do tratamento que foi dado para essa comunidade após o trabalho dela", disse.

Na sequência, o candidato afirmou que a ex-primeira-dama e a deputada Bia Kicis (PL-DF), também candidata ao Senado, terão um canal direto com a Presidência caso sejam eleitas e ele vença a disputa pelo Palácio do Planalto.

"Com certeza, junto com a Bia Kicis aqui no DF, vão ser grandes representantes e vão ter, obviamente, acesso direto à Presidência da República para as demandas aqui do DF", declarou.

Ao chegar no local, a ex-primeira-dama também falou com jornalistas. "Colocamos as desavenças de lado. Qual família que não é perfeita? Levanta a mão aí quem não tem problema na família. Mas, graças a Deus, a gente conversou, nos unimos em prol de algo muito maior para a nossa nação", disse ao final do compromisso, sem a companhia de Flávio.

Questionada sobre o fato de o PL ter mantido o apoio à candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará — um dos motivos da briga com Flávio —, Michelle afirmou que o episódio é "página virada", apesar de continuar discordando da aliança.

A ex-primeira-dama disse que o PSDB foi um dos responsáveis pela inelegibilidade de Bolsonaro.

"Não guardo mágoa, meu coração é limpo, mas é uma questão de coerência, de bom senso. Hoje, o nome do meu marido não está nas urnas por conta do trabalho, de toda a articulação do Ciro Gomes."

Primeiro encontro

A gravação desta terça-feira será o primeiro encontro presencial entre madrasta e enteada desde os atritos públicos entre os dois.

Em junho, Michelle publicou um vídeo no qual relatou ter sido "humilhada" pelo enteado durante uma discussão sobre alianças políticas. Após a repercussão, o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) divulgou um pedido de desculpas e fez elogios à atuação da ex-primeira-dama à frente do PL Mulher.

Flávio e Michelle também devem aparecer juntos nos materiais impressos da campanha. No Distrito Federal, Michelle disputa uma vaga no Senado. A governadora Celina Leão (PP) e a deputada Bia Kicis (PL), que integram a chapa de Michelle e concorrem, respectivamente, ao governo do DF e ao Senado, também devem ter destaque.

No evento de hoje, o candidato reúne em Brasília candidatos ao Senado que serão apoiados por sua campanha. Segundo ele, são 47 nomes em todo o país. O senador afirmou que a estratégia busca dar "capilaridade" à candidatura presidencial.



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