Foragido, Neno pode ser salvo pelo TRE na próxima semana ou pelo PL na eleição

| INVESTIGAMS/WENDELL REIS


publicidade

Cotações

O deputado estadual Neno Razuk (PL) ainda não se entregou para a polícia. Ele é considerado foragido após a justiça atender solicitação do Gaeco e autorizar a prisão em razão da Operação Sucessione.

O deputado foi alvo de mandados de busca na operação que já está na quarta fase, mas nunca foi preso por conta do mandato de deputado estadual. Tudo mudou quando Raquelle Lisboa, candidata a deputada estadual em 2022, teve os votos cancelados por irregularidades na campanha.

A perda de votos custou uma cadeira para o PL e a liberdade de Neno Razuk. Após a decisão, ele nem apareceu mais na Assembleia e desapareceu.

Chance de liberdade

Na próxima terça-feira, o Tribunal Regional Eleitoral julga um recurso que poderia evitar a prisão de Neno. Se acatar o pedido de revisão da decisão que tirou os votos do PL, Neno retoma o cargo e, consequentemente, o foro privilegiado, o que impediria a justiça de prendê-lo sem autorização da Assembleia, que tem por hábito não autorizar a prisão de colegas.

A situação é complexa porque foi o próprio Tribunal Regional Eleitoral que autorizou a convocação de João César Mattogrosso para o lugar de Neno, após o trânsito em julgado. Além disso, pesa contra Neno o fator tempo, já que o mandato acaba em seis meses.

Candidatura no PL

O deputado também teria chance de barrar a prisão com a ajuda do PL, caso Reinaldo Azambuja, hoje presidente do partido, garanta a vaga para ele na disputa do cargo de deputado federal, mesmo sem poder fazer campanha presidencial. Se eleito, ganharia foro novamente, embora o entendimento jurídico seja diverso neste aspecto.

Neno já havia anunciado que não concorreria à reeleição e disputaria cargo de deputado federal neste ano. Porém, segundo colegas de partido, não conversou mais sobre política após perder o mandato.

Perda da vaga de deputado

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul determinou a devolução de recurso na campanha de Raquelle Lisboa por identificar lavagem de R$ 776 mil. No entendimento dos desembargadores , ela e o então esposo, Tio Trutis, utilizaram duas empresas para dissimular movimentações ilícitas de recursos públicos e praticar lavagem de dinheiro.

Os desembargadores apontaram que as empresas teriam recebido valores cruzados pelos dois candidatos para simular serviços e mascarar o desvio de recursos. Durante o processo, a justiça eleitoral destacou contradições em depoimentos, falta de comprovação dos serviços que teriam sido realizados, endereços inexistentes, entre outras irregularidades.

O PL fez 132.945 votos para estadual. Sem os votos de Raquelle, ficou com 122.163, perdendo a vaga para o PSDB, que ficou com a sétima cadeira, entregue para João César.  Neno teve 17.023 votos e João César, 11.650.



Clique aqui e confira as últimas notícias de Itaporã! 

Siga o Itaporã News no Youtube!

Grupo do WhatsApp do Itaporã News Aberto!

WhatsApp. VIP do Itaporã News clicando aqui!"

WhatsApp do Itaporã News, notícias policiais!

"Ao vivo a programação da Alternativa FM de Itaporã."