Geral
Rafael Tavares apoia investigação sobre compra de votos: 'que prendam os culpados'
Parlamentar afirmou que continuará cobrando respostas da prefeitura
| TOP MíDIA NEWS/BRENDA SOUZA
O vereador Rafael Tavares (PL) afirmou que apoia a atuação da Polícia Federal na investigação sobre um possível esquema de compra de votos nas eleições municipais de 2024 em Campo Grande e defendeu punição aos responsáveis caso as irregularidades sejam comprovadas.
Em entrevista ao TopMídiaNews, o parlamentar comentou a Operação Suffragium, deflagrada pela PF para aprofundar as investigações sobre supostos crimes eleitorais. 'Polícia Federal tem meu apoio e, se for comprovado, que prendam os culpados', declarou.
Questionado sobre a possibilidade de a nova investigação ter um desfecho diferente da ação anterior, na qual a prefeita Adriane Lopes (PP) e a vice-prefeita Camilla Nascimento escaparam da cassação, Rafael Tavares afirmou que caberá à Justiça decidir com base nas provas produzidas pela Polícia Federal.
'Se a PF apresentar provas, a Justiça tem que fazer o trabalho de julgar', afirmou.
O vereador também comentou a situação administrativa de Campo Grande e disse que, independentemente de quem esteja à frente da Prefeitura, continuará exercendo seu papel de fiscalização.
'As reclamações são muitas. Estamos cobrando a Prefeitura diariamente. Meu papel é buscar soluções, independentemente de quem estiver na Prefeitura', destacou.
Operação investiga compra de votos
A Polícia Federal cumpriu, nesta sexta-feira (19), sete mandados de busca e apreensão em Campo Grande e Taquarussu durante a Operação Suffragium, autorizados pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS).
Segundo a investigação, foram identificadas movimentações financeiras consideradas atípicas, como saques em dinheiro, transferências fracionadas via Pix e utilização de contas de terceiros para movimentação de recursos em datas próximas aos dois turnos das eleições de 2024. Para a PF, os valores podem ter sido destinados à compra de votos.
Os fatos investigados podem configurar os crimes de corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral, conhecida como caixa dois. O inquérito tramita sob sigilo.
Na primeira ação que tratou do tema, a prefeita Adriane Lopes e a vice-prefeita Camilla Nascimento escaparam da cassação. Na ocasião, decisões da Justiça Eleitoral reconheceram indícios de troca de dinheiro ou vantagens por votos, mas entenderam que não havia provas suficientes de que as integrantes da chapa tinham conhecimento ou anuíram com as condutas praticadas por servidores ou pessoas próximas.
A nova investigação da Polícia Federal busca aprofundar a apuração sobre o suposto esquema e ainda não há decisão definitiva sobre eventual responsabilização dos investigados.
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