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Ofuscada pelo coronavírus, dengue já tem 34 mortes em MS e se torna ‘doença silenciosa’

Com 34 mortes somente em 2020, dengue ainda mata mais que a Covid-19, mas tornou-se uma doença silenciosa
21/05/2020 14:45 Saúde
Com 34 mortes somente em 2020, dengue ainda mata mais que a Covid-19, mas tornou-se uma doença silenciosa | Foto: Divulgação | SES
Com 34 mortes somente em 2020, dengue ainda mata mais que a Covid-19, mas tornou-se uma doença silenciosa | Foto: Divulgação | SES

A pandemia do novo coronavírus fez com que a dengue se tornasse uma doença silenciosa. Os números colocam MS como o segundo estado com maio número de notificações do país e o revelam o segundo maior patamar visto desde 2013, abaixo apenas do total registado no ano passado.

A situação do coronavírus piora o quadro, já que pode haver inibição de pacientes com sintomas irem a postos de saúde, ou ainda, que a procura por assistência médica emergencial ocorra muito tardiamente. Além disso, mesmo com recomendação de quarentena, 80% dos focos do mosquito transmissor, o aedes aegypti, continuam localizados em residências.

A SES (Secretaria de Estado de Saúde) pontuou que, da semana 02 a 10 do boletim epidemiológico, os números de notificados foram maiores neste ano que 2019. No entanto, a partir da semana 11, os números foram diminuindo em 2020 – justo na semana em que iniciou a circulação de coronavírus no Estado. “Esse reflexo pode ser que realmente esteja diminuindo o número de casos ou a população não está procurando o serviço de saúde e consequentemente elevando o numero de casos notificados”, traz nota.

Ofuscada pelo coronavírus, dengue já tem 34 mortes em MS e se torna 'doença silenciosa'

Redução das notificações de dengue podem estar relacionadas a temor em procura por assistência médica em postos de saúde | Reprodução | SES

MS já registra 34 óbitos por dengue até o momento. O número é 54,5% maior que todos os óbitos registrados em 2019 e ainda segue matando mais que a Covid-19, que tem 13 óbitos em MS até o momento.

Ofuscada pelo coronavírus, dengue já tem 34 mortes em MS e se torna 'doença silenciosa'

Agentes do CCZ durante fiscalização da dengue | Foto: Divulgação

De acordo com o último boletim epidemiológico, Mato Grosso do Sul contava com 56.144 notificações da doença, que tem três subtipos. A incidência é de 1.020,3 casos para cada 100 mil habitantes, número considerado muito alto e que indica epidemia. A dengue é preocupante em todos os 79 municípios, mas 13 deles possuem incidência maior que 3 mil casos a cada 100 mil.

São eles, por ordem decrescente: Novo Horizonte do Sul, São Gabriel do Oeste, Douradina, Jateí, Anaurilândia, Amambai, Ponta Porã, Naviraí, Chapadão do Sul, Pedro Gomes, Vicentina, Alcinópolis e Brasilândia. A capital Campo Grande aparece apenas em 53º colocação, mas, também, com taxa de incidência acima de mil notificações para cada 100 mil habitantes. A cidade só é líder quando considerados os números absolutos – são 11.533 notificações em 2020 até a última quarta-feira (13).

Confira a tabela com o ranking abaixo:

1 Novo Horizonte do Sul 241 3.814 6.318,8 Alta
2 São Gabriel do Oeste 1.645 26.771 6.144,7 Alta
3 Douradina 359 5.924 6.060,1 Alta
4 Jateí 223 4.027 5.537,6 Alta
5 Anaurilândia 493 9.035 5.456,6 Alta
6 Amambai 2.004 39.396 5.086,8 Alta
7 Ponta Porã 4.641 92.526 5.015,9 Alta
8 Naviraí 2.751 54.878 5.012,9 Alta
9 Chapadão do Sul 1.155 25.218 4.580,1 Alta
10 Pedro Gomes 343 7.674 4.469,6 Alta
11 Vicentina 271 6.102 4.441,2 Alta
12 Alcinópolis 227 5.343 4.248,5 Alta
13 Brasilândia 481 11.872 4.051,5 Alta
14 Deodápolis 516 12.924 3.992,6 Alta
15 Ladário 916 23.331 3.926,1 Alta
16 Bataguassu 862 23.024 3.743,9 Alta
17 Glória de Dourados 371 9.965 3.723,0 Alta
18 Antônio João 317 8.956 3.539,5 Alta
19 Caarapó 1.049 30.174 3.476,5 Alta
20 Ivinhema 792 23.187 3.415,7 Alta
21 Jardim 873 26.097 3.345,2 Alta
22 Corumbá 3.646 111.435 3.271,9 Alta
23 Rio Verde de Mato Grosso 611 19.746 3.094,3 Alta
24 Bonito 669 21.976 3.044,2 Alta
25 Aral Moreira 368 12.149 3.029,1 Alta
26 Caracol 185 6.116 3.024,9 Alta
27 Paranaíba 1.246 42.148 2.956,2 Alta
28 Três Lagoas 3.584 121.388 2.952,5 Alta
29 Angélica 314 10.780 2.912,8 Alta
30 Água Clara 447 15.522 2.879,8 Alta
31 Costa Rica 590 20.823 2.833,4 Alta
32 Paranhos 403 14.228 2.832,4 Alta
33 Itaporã 644 24.839 2.592,7 Alta
34 Rio Negro 119 4.831 2.463,3 Alta
35 Paraíso das Águas 136 5.555 2.448,2 Alta
36 Iguatemi 376 16.078 2.338,6 Alta
37 Juti 156 6.712 2.324,2 Alta
38 Fátima do Sul 445 19.189 2.319,0 Alta
39 Sete Quedas 250 10.791 2.316,7 Alta
40 Guia Lopes da Laguna 225 9.895 2.273,9 Alta
41 Cassilândia 490 21.939 2.233,5 Alta
42 Coronel Sapucaia 335 15.253 2.196,3 Alta
43 Mundo Novo 394 18.366 2.145,3 Alta
44 Itaquiraí 419 21.142 1.981,8 Alta
45 Eldorado 238 12.353 1.926,7 Alta
46 Sonora 361 19.274 1.873,0 Alta
47 Coxim 602 33.543 1.794,7 Alta
48 Tacuru 200 11.552 1.731,3 Alta
49 Porto Murtinho 258 17.131 1.506,0 Alta
50 Japorã 137 9.110 1.503,8 Alta
51 Santa Rita do Pardo 117 7.851 1.490,3 Alta
52 Bodoquena 104 7.875 1.320,6 Alta
53 Campo Grande 11.533 895.982 1.287,2 Alta
54 Ribas do Rio Pardo 315 24.615 1.279,7 Alta
55 Bela Vista 314 24.629 1.274,9 Alta
56 Maracaju 568 47.083 1.206,4 Alta
57 Figueirão 35 3.051 1.147,2 Alta
58 Sidrolândia 625 57.665 1.083,8 Alta
59 Rio Brilhante 391 37.514 1.042,3 Alta
60 Laguna Carapã 76 7.341 1.035,3 Alta
61 Batayporã 114 11.329 1.006,3 Alta
62 Nova Alvorada do Sul 219 21.882 1.000,8 Alta
63 Anastácio 250 25.135 994,6 Alta
64 Aquidauana 466 47.871 973,4 Alta
65 Corguinho 55 5.947 924,8 Alta
66 Taquarussu 32 3.588 891,9 Alta
67 Dois Irmãos do Buriti 93 11.385 816,9 Alta
68 Dourados 1.557 222.949 698,4 Alta
69 Camapuã 91 13.711 663,7 Alta
70 Miranda 178 28.013 635,4 Alta
71 Rochedo 34 5.499 618,3 Alta
72 Inocência 45 7.610 591,3 Alta
73 Jaraguari 38 7.187 528,7 Alta
74 Bandeirantes 32 6.788 471,4 Alta
75 Nioaque 65 13.930 466,6 Alta
76 Nova Andradina 238 54.374 437,7 Alta
77 Selvíria 26 6.529 398,2 Alta
78 Aparecida do Taboado 89 25.745 345,7 Alta
79 Terenos 66 21.806 302,7 Alta

Clique AQUI para conferir o boletim epidemiológico da dengue na íntegra.

Fonte: Midia Max/Guilherme Cavalcante

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