Nova diretoria promete rever processos de compra de medicamentos

Demora para chegada de insumos tem prejudicado funcionamento do Regional
06/11/2019 15:29 Saúde
Rosana Leite tomou posse à frente da diretoria do Hospital Regional nesta quarta-feira - Valdenir Rezende/Correio do Estado
Rosana Leite tomou posse à frente da diretoria do Hospital Regional nesta quarta-feira - Valdenir Rezende/Correio do Estado

A nova diretoria do Hospital Regional Rosa Pedrossian tomou posse na manhã desta quarta-feira (6). A diretora Rosana Leite, que assumiu no lugar de Marcio Eduardo de Souza Pereira após sua adesão ao Programa de Desligamento Voluntário (PDV), prometeu que irá rever os processos de compra de medicamentos do centro médico, que tem sido morosos e atrapalhado o andamento da unidade.

“A emergência está com os seus problemas, a questão dos leitos também, então várias situações no nosso hospital requerem esse olhar, mas o que está mesmo emperrando muito são nossos processos de compra. Tem alguns setores com falta de insumos, como o secretário nos disse, os processos de compra são um tanto morosos, então nós temos sim que rever todos os processos dentro da legalidade, para dar mais celeridade a isso”, disse Rosana ao ser questionada sobre o setor que mais precisa de atenção.

A diretora não quis dar um prazo para que a situação da medicação seja completamente resolvida, mas afirmou que a unidade hospitalar tem urgência na solução desses problemas. Ela também disse que pelo que já foi lhe passado, o Regional tem falta de funcionários, mas ela não soube dizer qual setor mais afetado, nem o profissional necessário. “Traçaremos um plano para resolver isso conforme os mais emergenciais”.

Sobre o atraso na compra de remédios o titular da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Geraldo Rezende, afirmou que uma das dificuldades enfrentadas tem sido a Lei nº 8.666, conhecida como Lei de Licitações e Contratos da Administração Pública. “Ela dificulta e muito e aquisição de medicamentos. Nós queremos dar agilidade, inclusive vamos reforçar essa área”.

A gestora afirma que dará continuidade ao trabalho do colega e ex-diretor e também declarou que o hospital precisa valorizar o “corpo clínico assistencial que está extremamente desmotivado”. “Principalmente o pessoal da enfermagem, dos médicos, todos que trabalham aqui no hospital, porque eles trabalham muito. Nós temos um corpo de excelência, mas nós temos observado que nós temos um absenteísmo muito grande, profissionais da área de saúde estão doentes”.

Rosana toma posse logo após o juiz David de Oliveira Gomes Filho, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, determinar que o Hospital Regional seja investigado para apurar se houve improbidade administrativa, omissão de socorro e crime dos gestores públicos pela morte de 1.140 pessoas. De acordo com informações cedidas pelo próprio hospital, aproximadamente, 115 pessoas que estavam doentes e morreram, tinham menos de 40 anos de idade.

O secretário de Saúde, porém, afirma que nos anos anteriores os índices de mortes no Regional foram os mesmos e que não houve aumento. “Os números são os mesmos durante os últimos oito anos, não teve variabilidade nenhuma, mesmo porque se tivesse, nós teríamos feito uma força-tarefa para dar solução”, declarou o secretário durante a posse.

Além da determinação da Justiça, para que o Regional seja investigado, a administração do hospital terá de comprar materiais, restabelecer a integralidade do funcionamento de serviços no prazo de 30 dias sob pena de multa de R$ 50 mil por dia.

OBRAS

O secretário afirmou também que o hospital espera para os próximos anos a realização de obras no valor de R$ 35,9 milhões, entre reforma da estrutura já existente a ampliação.

“Algumas obras já estão licitadas, outras em processo de licitação e algumas estamos criando os projetos, mas esperamos entregar todas está o final da nossa gestão, em 2022”, declarou Rezende.

Está prevista a reforma do setor de hemodiálise, da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica, enfermaria pediátrica, centro cirúrgico, enfermaria do 8º andar e pintura da fachada. Também haverá a construção do Centro de Reabilitação e Readaptação Estadual (CRER), que aumentará a capacidade do hospital em 40 leitos, sendo 10 de UTI.

As reformas custarão R$ 13,6 milhões (R$ 8,9 milhões do Ministério da Saúde e R$ 4,7 milhões de contrapartida do Estado), já a ampliação ficará em R$ 22,2 milhões (Ministério da Saúde). Além disso serão investidos mais R$ 19 milhões para compra de equipamentos.

Fonte: DAIANY ALBUQUERQUE / Correio do Estado

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