Alimentação saudável e exercício diminuem risco de demência, diz OMS

15/05/2019 14:34 Saúde
Foto: Reprodução
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Na terça-feira, 14, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou novas diretrizes a respeito de como reduzir os riscos de desenvolver declínio cognitivo– condição que pode levar à demência. O relatório, baseado em décadas de pesquisas, revelou que sedentarismo, consumo excessivo de álcool, tabagismo e dieta desequilibrada estão entre os hábitos que aumentam significativamente os riscos de Alzheimer – doença neurodegenerativa que pertence ao espectro da demência.

Condições médicas como diabetes, hipertensão, obesidade e colesterol alto também desempenham papel no desenvolvimento do declínio cognitivo na vida adulta. “Enquanto algumas pessoas são desafortunadas e herdam uma combinação de genes que torna altamente provável que desenvolvam demência, muitas pessoas têm a oportunidade de reduzir substancialmente seus riscos vivendo um estilo de vida saudável”, disse Tara Spiers-Jones, do Instituto de Pesquisas em Demência do Reino Unido, à CNN. 

A nova diretriz recomenda a prática de pelo menos 150 minutos de exercício moderado por semana, além de atividades de fortalecimento muscular. A entidade ainda incluiu nas orientações uma alimentação balanceada, com ingestão de 400 gramas de frutas e vegetais diariamente e redução do consumo de açúcar em 10% e o de gordura em 30%. Outra orientação é participar de atividades que estimulem o cérebro, como aprender um novo idioma, e evitar o isolamento social.

O relatório ainda aconselha evitar suplementos alimentares, como vitaminas do complexo B, antioxidantes, ômega-3 e ginkgo biloba, já que não existem evidências suficientes de que elas trazem benefícios de longo prazo. 

Uma vida saudável

Há anos, pesquisadores do mundo inteiro têm se dedicado a compreender as diversas formas de demência, mas até hoje ainda não existe maneira de reverter ou deter os efeitos dessa condição degenerativa. Apesar disso, ainda é possível investir em prevenção – e, caso a doença já tenha se instalado, retardar seu avanço. Esses resultados podem ser alcançados através de um estilo de vida saudável.

Com base neste conhecimento, a OMS desenvolveu as novas diretrizes, cujas princípios básicos são praticar atividade física, abandonar o tabagismo, reduzir a ingestão do álcool e manter uma dieta equilibrada – com a recomendação específica da dieta mediterrânea, uma vez que diversos estudos a associaram à redução do risco de comprometimento cognitivo e Alzheimer. Apesar disso, a OMS alerta que apenas a prática comprometida alcança estes resultados, ou seja, aderir somente a algumas partes não interfere nos riscos. 

A dieta mediterrânea – que tem estado entre as queridinhas nos últimos anos – é baseada na alta ingestão de vegetais, frutas, legumes, cereais, peixes e gordura monoinsaturada, como azeite de oliva, óleo de canola, abacate, nozes e amendoim. Também inclui o baixo consumo de gordura saturada, encontrada em produtos industrializados e de origem animal, como carne vermelha e laticínios. Também é permitida a ingestão leve ou moderada de álcool.

Condições médicas

O relatório salientou a importância de controlar rigorosamente condições médicas como obesidade ou excesso de peso, hipertensão, diabetes e dislipidemia (níveis de colesterol insalubres ou desequilibrados), já que a atitude pode ser uma medida em potencial na diminuição do risco de declínio cognitivo e demência. Especialistas em saúde mencionaram ainda que depressão e perda auditiva podem ser fatores de risco para a doença. Porém, até o momento, o tratamento dessas doenças ainda não mostrou indícios de alteração do desenvolvimento da doença.

Fonte: Revista Veja

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