Marun diz que diretor da PF "deve observar inquéritos de grande repercussão"

Ministro saiu em defesa de Segovia
12/02/2018 06:52 Política
Marun considera normal a manifestação do diretor-geral da Polícia Federal - Álvaro Rezende / Correio do Estado
Marun considera normal a manifestação do diretor-geral da Polícia Federal - Álvaro Rezende / Correio do Estado

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, divulgou neste domingo (11) um vídeo em que diz que o diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, "tem o dever de observar inquéritos de grande repercussão" para que investigações não sejam utilizadas como "instrumento de guerra política".

Marun saiu em defesa de Segovia, que foi criticado após indicar, em entrevista à agência de notícias Reuters, que seria arquivada uma investigação sobre um suposto pagamento de propina para a compra de um decreto que beneficiou empresas do porto de Santos e que tem o presidente Michel Temer entre os alvos. No sábado (10), Segovia divulgou nota dizendo que acompanha com o cuidado e a atenção exigida todos aqueles casos que possam ter grande repercussão social.

As associações e sindicatos que representam policiais federais e procuradores da República repudiaram as declarações de Segovia. A própria equipe que investiga o presidente Michel Temer divulgou em grupos de delegados em aplicativos de mensagem uma nota dizendo que "ninguém da equipe de investigação foi consultado ou referenda essa manifestação (de Segovia), inclusive pelo fato de que em três de anos de Lava Jato no STF nunca houve uma antecipação ou presunção de resultado de investigação pela imprensa".

Marun considera normal a manifestação do diretor-geral da Polícia Federal. "Já assisti dezenas, talvez até centenas de entrevistas de delegados e promotores a respeito de inquéritos em andamento. Por isso eu até estranho esta celeuma que se estabelece no momento em que o diretor-geral da Polícia Federal verbaliza o obvio", diz. "Que num inquérito onde não existem provas, aonde não existem indícios, aonde não existe sequer a materialização do ato ilícito, tenha a tendência de ser arquivado."

Fonte: Folhapress

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