Médico é preso por bombeiro após negar atender paciente em UPA

Profissional alegou que unidade estava lotada
14/09/2018 11:25 Policial
Caso foi no plantão da noite de ontem, na UPA do Universitário - Bruno Henrique/Correio do Estado
Caso foi no plantão da noite de ontem, na UPA do Universitário - Bruno Henrique/Correio do Estado

Um médico plantonista da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Universitário foi preso por omissão de socorro na noite de ontem (13), em Campo Grande. A voz de prisão foi dada por um bombeiro que encaminhava paciente na viatura de socorro e teve a negativa do profissional de saúde pelo atendimento, mesmo com a determinação da central de regulação.

De acordo com o boletim de ocorrência, a ambulância do Corpo de Bombeiros estava em atendimento de um paciente com a coluna travada e foi regulada para a UPA do Universitário. Chegando no posto de saúde, o médico identificado como Thiago José Maksoud Machado se negou a prestar atendimento, alegando que a unidade de saúde estava lotada.

O médico disse ainda que a ambulância deveria levar o paciente para a UPA das Moreninhas. Segundo os militares, para que a viatura fosse para outra unidade, a central de regulação que deveria fazer a determinação e o médico deveria ainda avaliar o paciente antes disso, o que não foi feito.

Com o médico mantendo a decisão de não atender o paciente, o sargento Riboviski deu voz de prisão por omissão de socorro e acionou a Polícia Militar, que foi até a unidade e encaminhou o médico à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do bairro Piratininga.

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) emitiu uma nota oficial informando que apura o caso.

Veja a nota da Sesau na íntegra:

“A SESAU ainda está apurando as circunstâncias em que essa situação ocorreu, no entanto, caso seja constatado alguma irregularidade ou negligência no atendimento por parte do profissional, será aberto um procedimento administrativo e posterior sindicância para que as medidas cabíveis sejam tomadas. Por fim, a SESAU lamenta o ocorrido e reforça que tal situação, caso realmente tenha ocorrido da forma descrita, não condiz com a conduta dos profissionais que atuam na rede pública de saúde e que atendem diariamente mais de 4 mil pessoas nas dez unidades de urgência e emergência”.

*Matéria alterada às 10h40 para acréscimo de informação.

Fonte: LEANDRO ABREU / Correio do Estado

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