Síria: ataque é 'violação flagrante'; Rússia adverte para 'consequências'

De acordo com as forças armadas dos Estados Unidos, alvos foram escolhidos para evitar atingir as forças russas
14/04/2018 04:45 Mundo
(foto: AFP Photo/Syrian Government Central Military Mídia/HO)
(foto: AFP Photo/Syrian Government Central Military Mídia/HO)

 

 
 
A imprensa estatal síria denunciou neste sábado (14/4) a operação militar conjunta de Estados Unidos, França e Reino Unido contra o governo de Damasco afirmando que são "ilegais e estão destinados ao fracasso".
 
"A agressão é uma violação flagrante do direito internacional, uma infração à vontade da comunidade internacional e está destinada a fracassar", declarou a agência estatal SANA. 
 
A Rússia, aliada do regime em Damasco, advertiu nesta sexta-feira (13/4) para as "consequências" dos bombardeios coordenados contra a Síria, em represália a um suposto ataque com armas químicas por parte do regime de Bashar Al Assad.
 
"Advertimos que estas ações não ficarão sem consequências. Toda a responsabilidade cai sobre Washington, Londres e Paris", declarou o embaixador russo nos Estados Unidos, Anatoly Antonov. "Nossos avisos não foram ouvidos", escreveu 
 
"Insultar o Presidente da Rússia é inaceitável e inadmissível", afirmou ainda Antonov. "Os Estados Unidos - o detentor do maior arsenal de armas químicas do mundo - não tem direito moral para culpar outros países." 
 
O ministério russo das Relações Exteriores declarou que o ataque conjunto de Estados Unidos, França e Reino Unido contra a Síria ocorre no momento em que o país dispunha de "uma oportunidade de ter um futuro pacífico".
 
A porta-voz do ministério das Relações Exteriores Maria Zajarova escreveu no Facebook: "Os que estão por trás de tudo isto afirmam ter a liderança moral no mundo e declaram ser excepcionais, e realmente têm que ser muito excepcionais para bombardear a capital da Síria no momento em que havia a oportunidade de se ter um futuro pacífico". 
 
Segundo o chefe do Comando Conjunto dos EUA, general Joe Dunford, os ataques se concentraram m alvos selecionados para evitar atingir as forças da Rússia. Foram "especificamente identificados os alvos para reduzir o risco de envolver as forças russas" na Síria, revelou Dunford durante entrevista no Pentágono. 
 
Já a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, afirmou que a Rússia também era responsável pelo ocorrido porque "fracassou em impedir que ocorresse um ataque com armas químicas". 
 
Com informações da Agência Estado. 

Fonte: Agência France-Presse

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