Defesa de homem que atirou em filho diz que ele exigia R$ 200 mil para cursar medicina no Paraguai

De acordo com a defesa do pai, filho tem problema mental e que tiro foi para alto sem intenção de acertá-lo. Suspeito se apresentou nessa segunda-feira, em Campo Grande.
25/06/2019 08:41 Justiça
Foto: Reprodução
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Eder Lincoln Gonçalves da Cunha, 54 anos, que estava foragido após atirar contra o filho no último sábado (22), se apresentou na tarde desta segunda-feira (24), em Campo Grande. Segundo o advogado José Roberto da Rosa, o filho exigia R$ 200 mil e mais uma valor de R$ 10 mil por mês para cursar medicina no Paraguai e alegou que o filho, de 28 anos, tem problema mental.

De acordo com a polícia, a arma do crime foi entregue e o suspeito negou a existência da suposta dívida de R$ 2 milhões, motivo alegado pelo filho para ter invadido a casa dele. O jovem está desaparecido após fugir do hospital no domingo (23) com uma bala alojada no peito.

Na semana passada, o rapaz teria passado a ameaçá-lo após sair há 30 dias de um hospital psiquiátrico. No sábado, o jovem teria invadido a casa do pai de forma transtornada e Eder por ter uma arma, acabou fazendo um disparo para cima e não sabe se o tiro ou algum fragmento o teria atingido.

À delegada Daniella Kades, Eder afirmou que o filho está passando por problemas psiquiátricos e temendo por alguma atitude mais agressiva dele, contratou um antigo funcionário para protegê-lo. No dia do crime, teria dispensado o segurança e atirou contra o jovem com a intenção de assustá-lo, momento que o acertou no peito.

Nesse momento, Eder teria trancado a porta de vidro da empresa, mas mesmo ferido, o filho quebrou parte da porta e conseguiu abri-la. O pai, teria gritado para a secretária que estava no imóvel para acionar o socorro por causa do ferimento, segundo a polícia.

Conforme o advogado, o suspeito se escondeu na casa de parentes em Sidrolândia (MS), levando o revólver com quatro munições, o que mostraria que ele não teve a intenção de matá-lo. O revólver seria uma herança de família e apesar de ter registro, Eder não tinha porte de arma. A alegação é que o tiro no peito do jovem foi em legítima defesa.

Referente a dívida milionária, o advogado explica que o valor seria uma invenção do jovem: "O que realmente existe é uma dívida da empresa da família que está no nome dos filhos. O montante dessa dívida não chegaria ao valor de R$ 2 milhões".

Segundo a polícia, tanto o suspeito quanto a vítima têm passagens pela polícia por delitos como ameaça e injúria. A vítima já havia sido condenada em 2013 por uma tentativa de homicídio, quando tentou atropelar policiais civis. Na época, o jovem foi baleado e encaminhado à Santa Casa, de onde também teria fugido, como fez pela segunda vez no domingo.

Ainda conforme a polícia, o caso foi registrado como tentativa de homicídio e caso apareça novas provas, como uma possível legítima defesa, o indiciamento poderá ser alterado. Nos próximos dias serão intimados para prestar depoimentos a mãe e irmão da vítima, além de funcionários da empresa.

O rapaz de 28 anos, ferido com um tiro no peito pelo próprio pai, em Campo Grande, fugiu do hospital neste domingo (23). A mãe da vítima contou que eles discutiam por conta de uma dívida de R$ 2 milhões, quando o crime ocorreu.

Conforme a assessoria de imprensa do hospital, a fuga ocorreu por volta das 10h (de MS) e a vítima permaneceu com a bala alojada no corpo. Ainda conforme a assessoria, no prontuário consta que "o paciente foi avaliado pelas clínicas vascular e de cirurgia, sendo encaminhado para área verde onde ocorreriam outras reavaliações. No entanto, houve a evasão sem alta médica".

Fonte: G1 MS

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