Associação de Mulheres Rurais da Gleba Santa Terezinha: Exemplo de garra e superação

AMREST, localizada na Gleba Santa Terezinha, no Município de Itaporã
12/04/2018 05:47 Itaporã
AMREST, localizada na Gleba Santa Terezinha, no Município de Itaporã
AMREST, localizada na Gleba Santa Terezinha, no Município de Itaporã

Mães de família, trabalhadoras rurais e ainda responsáveis por toda a organização da associação. Assim são as 28 associadas mulheres agricultoras familiares da Associação de Mulheres Rurais e Empreendedoras de Santa Terezinha – AMREST, localizada na Gleba Santa Terezinha, no Município de Itaporã, Mato Grosso do Sul. Conciliar as atividades não é uma tarefa fácil, mas elas sabem da importância do trabalho que executam. Produzem goiabas, goiabada cascão, geleias, milho verde, mandioca, abóbora, banana, tangerina e entregam os produtos para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). 

Por intermédio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), a associação recebeu o custeio e os investimentos. Com o recurso foram adquiridos carros para transporte dos produtos, projetos para irrigação das goiabas, construção da agroindústria para produção dos doces e a aquisição de uma câmara fria. 

A associação já levou seu nome a diversas cidades com apoio da Delegacia Federal do Desenvolvimento Agrário do Mato Grosso do Sul (DFDA-MS). Segundo a delegada substituta da delegacia, Adriana Aparecida Mansano Rosa, as mulheres representam quase metade da população rural brasileira e cada vez mais assumem a responsabilidade pela unidade familiar que integram. “Antes, a presença feminina era marcada apenas pela execução de atividades ligadas aos cuidados da casa e aos membros da família, ou seja, trabalhos sem remuneração.” 

Atualmente, várias já foram as conquistas dessa luta pela igualdade social e econômica.  A mulher passou a ter condições dignas e justas para sua permanência no campo, diminuindo essa invisibilidade. “Cada vez mais as mulheres rurais estão ocupando os espaços de discussões, exercendo sua cidadania e atuando conscientemente para ter acesso a seus direitos, políticas públicas e organizando-se coletivamente, com isso passam a ter mais força diminuindo a desigualdade”, conclui Adriana.
As políticas de apoio à produção dirigidas as trabalhadoras rurais promoveram o reconhecimento dessas mulheres na economia rural. Houve a ampliação e qualificação do acesso das mulheres rurais as políticas públicas da Secretária Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), o que contribuí para o fortalecimento da associação como sujeito econômico e social no estado do MS, possibilitando desde o acesso aos documentos civis para quem ainda não o possui, o direito à terra, o acesso ao crédito e o acesso à assistência técnica direcionada às mulheres.

A presidente da AMREST, Maria Pereira Alves Costa, de 58 anos, celebra os feitos da associação. Hoje, a família tem acessado políticas públicas, como o Pronaf Investimento, Pronaf Custeio, Pronaf Mais Alimentos, Pronaf Agroindústria, Pnae e PAA Doação Simultânea. A vida da mulher no campo é de muita luta, tendo que provar o tempo todo, com muito esforço e persistência, que tem capacidade. Cada dia mais, a mulher ocupa seu espaço e se torna independente no meio rural e, dessa forma, vai conquistando serviços que geralmente era de homens. A presidente enfatiza, “Mulheres se organizem e vão à luta, trabalhem na terra. No campo tem espaço para a mulher. Participem da administração, da mão de obra e se capacitem. Porque uma mulher sabendo dos seus direitos ninguém a segura.”

As mulheres avançam em direção as transformações necessárias para a construção de uma sociedade mais justa, com igualdade de direitos e fortalecimento do seu papel dentro das organizações que integram. A Associação de Mulheres Rurais da Gleba Santa Terezinha é um exemplo de garra e superação na luta pela conquista dessa autonomia.

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Fonte: Itaporã News/Cláudio César

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