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Fiscalização do Procon baixa preço da placa Mercosul

Custo ao consumidor já caiu 10%, mas ainda é maior que em outros estados
04/02/2020 17:27 Economia
Nova placa é obrigatória desde segunda-feira - Bruno Henrique/Correio do Estado
Nova placa é obrigatória desde segunda-feira - Bruno Henrique/Correio do Estado

Em acordo com o Procon, empresários baixaram os preços das placas no padrão Mercosul. Donos das credenciadas se reuniram individualmente nessa terça-feira (4) com o superintendente do órgão, Marcelo Salomão, e decidiram reduzir as margens de lucro para evitar que o serviço no Estado continuasse o mais caro do país.

A Íons Placas reduziu em 10% o valor cobrado pela identificação veicular, que passou a ser de R$ 134 a unidade, conforme Salomão. No caso dos automóveis, o emplacamento fica R$ 268, já que eles precisam de duas chapas.

Já a GR Placas, descontou 9,33% do preço original e passou a cobrar R$ 136 pela unidade, ainda segundo Salomão. A empresa tinha o serviço mais caro entre as concorrentes para os veículos com mais de duas rodas, que antes chegava a R$ 300 e agora passará a ficar R$ 272.

“Aguardo o retorno das demais companhias. O proprietário da Placar, que também é dono de outras duas empresas do ramo em Dourados e Três Lagoas, prometeu checar as planilhas de custo para saber se poderia dar um desconto também”, disse o superintendente do Procon.

Segundo ele, o resultado principal das reuniões foi descartar a suspeita de cartel, que ocorre quando empresas de um mesmo setor combinam preços parecidos. Porém, a apuração de cobrança abusiva continua. Todas as credenciadas têm prazo de dez dias corridos para apresentar um dossiê com toda a composição de preços.

“Quem está com a melhor arma agora? O consumidor. Essa era a nossa ideia. Claro que esses valores ainda não são os que nós queremos, mas se conseguisse uma redução já estava feliz. Agora os clientes devem ficar atentos e pesquisarem antes de comprar para escolher o mais barato. Logo, os demais terão que baixar os preços naturalmente, porque senão vão deixar de vender”, completa Salomão.

POLÊMICA

Levantamento feito em mais da metade das capitais que adotam a placa Mercosul aponta que Campo Grande tem a mais cara de todas. 

Em São Paulo (SP) o emplacamento custa R$ 210 para carros e R$ 120 para motocicletas. No Rio de Janeiro (RJ) o custo é de cerca de R$180 para automóveis e R$ 55 para motocicletas. Em Salvador (BA), emplacar o carro custa R$ 150 e R$ 80 a motocicleta. 

Quatro empresas estão credenciadas pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran) para executar o serviço, mas existem três companhias que estão com pedidos de entrada no mercado de placas sob análise.

A grande mudança trazida pelo novo modelo é a ausência de interferência estatal nos preços, que passa a ser ditado pela lógica de mercado.

“O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) tirou as prerrogativas dos Detrans para legislar sobre valores e transferiu isso pras tercerizadas. Então nós acionamos o Procon. Se houver cartel,  sobrepreço ou superfaturamento, o Procon é o órgão que vai atuar”, disse o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) em entrevista nesta terça-feira (4) na Assembleia Legislativa. 

Os empresários do ramo contestam a pressão do poder público. Eles dizem que as mudanças também geraram custos, como a taxa de R$ 3,98 cobrada pelo Denatran por QR Code registrado no sistema. Como veículos com mais de duas rodas têm duas placas, já são R$ 7,96. Além disso, há incidência de impostos federais, estaduais e a taxa de R$ 26,84 cobrada pelo próprio Detran.

Fonte: RICARDO CAMPOS JR. / Correio do Estado

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