Brasil foi o quarto principal destino de investimento estrangeiros entre os países ricos

07/11/2019 19:31 Economia
Brasil foi o quarto principal destino de investimento estrangeiros entre os países ricos
Brasil foi o quarto principal destino de investimento estrangeiros entre os países ricos

A frágil oposição ao governo Bolsonaro jamais vai admitir, mas, passados dez meses da nova gestão – e diante de uma inédita resiliência a más notícias, barracos diplomáticos e brigas internas suicidas –, só resta aos adversários torcer pelo fracasso econômico do país. Pois trago verdades: melhor mudar de tática, já que apostar no caos não vai funcionar.

E não é por parecer um sentimento antipatriótico. Na verdade, a razão é bem objetiva. Contrariando projeções pessimistas, o mais provável é que os próximos anos sejam bons para a economia do Brasil. Podem até dizer que é porque chegamos ao fundo do poço da crise e agora só nos resta subir. Tanto faz. Vai melhorar.

Essa melhoria nem de longe resolverá os problemas estruturais, as altíssimas taxas de desemprego, a desigualdade social, a pobreza de milhões. Até porque não há no mundo programa de governo capaz de resolver tantas mazelas no período de um mandato. Mas para quem está com a corda no pescoço, afrouxar o nó já é ótima notícia.


Nesta segunda-feira (28), por exemplo, veio da OCDE uma informação que garante o bom humor do ministro Paulo Guedes pelos próximos dias: aumentou a chegada de investimentos estrangeiros no Brasil, que ficou como o quarto principal destino do fluxo de capital entre os 20 países mais ricos do mundo.

Só nos primeiros seis meses de 2019 foram US$ 28 bilhões. Essa alta, no caso brasileiro, vai no sentido contrário à registrada nas principais economias do mundo. A guerra comercial entre EUA e China, o Brexit e as decorrentes incertezas sobre a economia global explicam boa parte desse movimento.

A esquerda pode fazer bico e resmungar que o governo não fez nada, não criou uma única medida que justifique essa “marolinha”. Que resmungue. O fato é que à essa grana vão se somar os bilhões vindos das privatizações em curso. E ainda teremos “o maior leilão de petróleo e gás da história”. Dinheiro não vai faltar.

Está bom ou quer mais? Ano que vem teremos eleições municipais, sinônimo de cofres abertos e grandes obras sendo entregues. Em resumo, os ares de otimismo vão circular, nem que seja na marra. E quem ficar contra isso, vai dançar. Depois não digam que foi por falta de aviso.

 

Fonte: R7

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