Soja a R$ 110: Entenda o cálculo da Agrinvest Commodities que mostra como a referência agosto/20 chegou nesse patamar

23/03/2020 17:47 Agronegócio
Soja a R$ 110: Entenda o cálculo da Agrinvest Commodities que mostra como a referência agosto/20 chegou nesse patamar
Soja a R$ 110: Entenda o cálculo da Agrinvest Commodities que mostra como a referência agosto/20 chegou nesse patamar

O mercado brasileiro da soja teve uma segunda-feira (23) bastante agitada, de muitos negócios e referências recordes para os preços da oleaginosa. No porto de Paranaguá, o mercado spot chegou a marcar de R$ 100,00 a R$ 101,00 por saca nos melhores momentos do dia, nos melhores momentos do dia. Em Rio Grande, as cotações chegaram aos R$ 102,00, R$ 103,00 nos melhores momentos do dia, para o mercado spot. 

Para agosto/2020 no sobre rodas (FCA) Porto de Paranaguá, a referência do preço da soja salta para R$ 110,00 a saca. Ao longo do dia, a referência foi bastante questionada no Notícias Agrícolas, porém, o analista de mercado Marcos Araújo detalhou seus cálculos para justificá-la.  

"Tal referência de preço se dá através do seguinte cálculo: (cotação da soja Set/20 na CBOT +- Prêmio Local) * Dólar Futuro. O prêmio local é chamado de basis, é a diferença entre o preço do mercado físico para o contrato futuro de referência na Bolsa de Mercadorias. Confira a conta abaixo:

Soja CBOT Set/20 a $873,50/bushel
Basis sobre rodas (FCA) +92
Dólar Futuro R$ 5,166
(($873,50 + 92) * 0,022046) * 5,166 = R$110,00 a saca", explica o analista de mercado Marcos Araújo, da Agrinvest Commodities

Veja abaixo, com exclusividade para o Notícias Agrícolas, o gráfico sobre o comportamento dos prêmios - FCA Basis Paranaguá - para a soja brasileira disponibilizado pela Agrinvest

Basis Agrinvest

"O dia foi bastante agitado e de bom ritmo de negócios, como completa Araújo. 

As cotações refletiram, incluindo bons indicativos de preços no interior do Brasil, uma combinação de altas fortes dos futuros da oleaginosa - de quase 3% - negociados na Bolsa de Chicago e do dólar voltando a superar os R$ 5,10 neste início de semana. A moeda voltou a subir de olho no posicionamentos dos principais bancos centrais ao redor do mundo, bem como diante das preocupações que ainda são crescentes ligadas à pandemia do coronavírus.

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Segundo o último posicionamento do FMI (Fundo Monetário Internacional), o atual cenário deverá provocar uma recessão da economia global em 2020, porém, com recuperação prevista para 2021.

MERCADO INTERNACIONAL

E por mais que a aversão ao risco ainda ronde os mercados com muita frequência, as commodities agrícolas subiram quase que de forma generalizada nesta segunda-feira, à exceção do milho, que terminou o dia com ligeiras perdas na CBOT e o algodão, que seguiu seu movimento de baixa e recuou mais de 3% na Bolsa de Nova York. Da mesma forma, o petróleo voltou a subir, registrando ganhos de mais de 4% ao longo do dia. 

Na soja, o mercado de Chicago subiu ainda motivado pelas expectativas de uma melhor demanda no mercado norte-americano, em especial por parte da China. Na última semana, boas compras foram confirmadas por instituições internacionais na última semana. 

Para Ginaldo de Sousa, diretor do Grupo Labhoro, o movimento de alta nos preços da soja têm espaço para continuar e, segundo ele, o mercado poderia voltar a retomar os US$ 9,00 por bushel na Bolsa de Chicago. 

 

Por: Carla Mendes

Fonte: Notícias Agrícolas

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