Clima prejudica e produção de soja em MS encerra ciclo com redução próxima a 9%

Na avaliação do presidente do Sistema Famasul, apesar da queda, setor avançou nos últimos 5 anos
14/04/2019 08:16 Agronegócio
Na avaliação do presidente do Sistema Famasul, apesar da queda, setor avançou nos últimos 5 anos
Na avaliação do presidente do Sistema Famasul, apesar da queda, setor avançou nos últimos 5 anos

Os dados compilados pela Aprosoja/MS – Associação dos Produtores de Soja de MS revelam uma queda de, aproximadamente 9%, no volume produzido em relação à temporada anterior - Foto: Divulgação

Com 8,8 milhões de toneladas e com produtividade média de 48 sacas por hectare, a colheita da soja safra 2018/2019 em Mato Grosso do Sul chega ao fim. O anúncio foi publicado no Boletim Agrícola do Sistema Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de MS, com base no levantamento do Siga – Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio, ferramenta de monitoramento da safra rural sul-mato-grossense.

Os dados compilados pela Aprosoja/MS – Associação dos Produtores de Soja de MS revelam uma queda de, aproximadamente 9%, no volume produzido em relação à temporada anterior.

Para o presidente do Sistema Famasul, Mauricio Saito, o clima foi o fator que mais contribuiu para a redução da produção da oleaginosa. “É preciso ter em mente que a empresa do produtor rural é a céu aberto, totalmente suscetível às intempéries climáticas, por isso, a produtividade caiu 23%, impedindo um novo recorde histórico”.

No entanto, mesmo com a redução de produtividade desta safra, a produção quando comparada à temporada 2013/2014, cresceu 44% e a produtividade avançou mais de 3% no estado. Municípios como Alcinópolis, Coxim, Costa Rica, São Gabriel do Oeste, Laguna Carapã e Chapadão do Sul registraram médias acima de 60 sacas por hectare, o que influenciou positivamente no aumento da produtividade média do estado, que registrou 48 sacas por hectare.

Mauricio Saito destaca o perfil sustentável do produtor rural. “O crescimento é rápido e consciente.  O agricultor é o maior interessado na preservação do meio ambiente e por isso, a expansão das áreas de agricultura se dá sob a conversão de áreas de pastagens degradadas. A adoção de tecnologias, a exemplo do plantio direto, faz com que o produtor garanta o desenvolvimento da sua atividade com qualidade e sustentabilidade”, ressalta.

Fonte: Aprosoja/MS

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