Análise: São Paulo desperdiça chances em clássico e caminha para fim de ano melancólico

Time comandado pelo técnico Dorival Júnior só empata por 0 a 0 com o Corinthians em noite que poderia ser de festa por prejudicar rival, mas que termina com frustração

| GLOBOESPORTE.COM / BRUNO GIUFRIDA


Luciano se lamenta em jogo do São Paulo — Foto: Marcos Ribolli/ge
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O São Paulo tinha tudo para dar ao seu torcedor uma noite feliz na quarta-feira, mas nem as pequenas alegrias parecem estar ao alcance. O time de Dorival Júnior perdeu inúmeras chances de vencer o Corinthians e de dar pelo menos um motivo para sua torcida comemorar.

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Longe da Libertadores e da zona de rebaixamento, o São Paulo entrou em campo na 34ª rodada do Campeonato Brasileiro com uma missão: afundar o rival Corinthians na zona de rebaixamento.

O adversário chegou para o clássico com 36 pontos e em 18º lugar. Uma derrota pioraria o cenário na reta final da temporada.

O São Paulo até tratou o clássico com a devida importância.

Horas antes da partida, o clube recebeu R$ 50 milhões da Ticketmaster e usou o dinheiro para diminuir os enormes atrasos financeiros com o elenco, pagando dois meses de direitos de imagem e uma parcela de um acordo feito no início do ano para quitar dívidas de 2025.

Nem essa motivação extra adiantou.

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O São Paulo até começou o clássico bem. Criou duas boas chances para abrir o placar na Vila Belmiro, mas esbarrou na falta de pontaria de seus jogadores - um problema que durou toda a partida. Logo, o Corinthians assumiu o protagonismo do duelo e teve a melhor oportunidade do primeiro tempo, com Yuri Alberto. Rafael defendeu.

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O São Paulo entrou em campo num esquema diferente do que vinha sendo utilizado. Newton começou o clássico como volante, sua posição, não como zagueiro. O time estava num 4-4-2, com uma linha de quatro defensiva - e não um 3-5-2, como antes. A formação só voltou à anterior quando Garro, machucado, foi substituído, e Newton voltou para a zaga.

A qualidade ruim do gramado da Vila Belmiro, prejudicado ainda mais por causa da forte chuva da cidade de Santos, atrapalhou os planos do Tricolor de circular a bola e ter velocidade no ataque. Lucas, bem marcado entre os zagueiros, não conseguiu dar a dinâmica desejada por Dorival Júnior.

O intervalo, em ótima hora, foi o que ajudou o treinador.

Com Calleri no lugar de Artur, o São Paulo voltou melhor. E fez um segundo tempo bom, pelo menos até perto dos 30 minutos. Luciano, por cima, Calleri, de cabeça, e Pedro Lima, sem goleiro, tiveram ótimas chances de garantir os três pontos. Mas não, novamente, a falta de pontaria atrapalhou.

No caso de Pedro Lima, Angileri salvou em cima da linha.

Um time com tantas limitações, tantos problemas e poucas chances de dar alegrias ao seu torcedor não pode se dar ao luxo de perder tantos gols, porque, cedo ou tarde, o desempenho cairá. E caiu. O São Paulo, inclusive, não conseguiu aproveitar a expulsão de Yuri Alberto, perto dos 40 minutos do segundo tempo.

Mesmo com um a mais em campo, Dorival Júnior manteve o time com dois zagueiros e um volante atuando na defesa. Na entrevista coletiva, o treinador justificou que foi por causa das bolas paradas. Mas a verdade é que a estratégia deu errado, porque o Corinthians transformou seus nove jogadores de linha em defensores e não deu mais espaços.

O São Paulo não conseguiu aproveitar a superioridade numérica e a última chance de dar uma alegria ao seu torcedor na temporada. Agora, só um milagre por uma vaga na Libertadores. O fim de ano será melancólico no Morumbis.



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