Menina de quatro anos morre após picada de escorpião

Mato Grosso do Sul registrou mais de 3,5 mil acidentes com escorpiões nos primeiros nove meses de 2026.

| REGIãO NEWS/CAPITAL NEWS


Escorpião
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Uma menina de 4 anos morreu neste domingo (1º), em Três Lagoas, após ser picada por um escorpião. A criança recebeu os primeiros atendimentos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município e foi posteriormente encaminhada ao Hospital Auxiliadora, mas não resistiu. O sepultamento ocorreu na manhã desta segunda-feira (2), no cemitério municipal. As circunstâncias do acidente e a espécie do animal não foram divulgadas. O caso chama a atenção para os registros de acidentes com escorpiões em Mato Grosso do Sul, que ultrapassaram 3,5 mil ocorrências entre janeiro e setembro deste ano.

Dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES) apontam que o Estado contabilizou 4.779 acidentes envolvendo animais peçonhentos nos primeiros nove meses de 2026. Desse total, 3.572 foram causados por escorpiões, o equivalente a aproximadamente 75% das notificações. Em Campo Grande, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) registrou 1.008 acidentes com esses animais no mesmo período, representando cerca de 85% das 1.192 ocorrências relacionadas a animais peçonhentos na Capital. Os números colocam os escorpiões como os principais responsáveis por esse tipo de atendimento no Estado.

Em Três Lagoas, o histórico também revela a frequência dessas ocorrências. Levantamento do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) aponta que o município acumulou 3.188 acidentes com escorpiões desde 2021. Somente entre janeiro e agosto de 2026, foram registrados 600 casos, uma média de 75 por mês. Nos últimos três anos, o órgão também recebeu 1.937 solicitações relacionadas ao aparecimento desses animais em residências. A presença de escorpiões em ambientes urbanos está associada à disponibilidade de abrigos, como entulhos, frestas, tubulações e redes de esgoto, além da existência de insetos que servem de alimento.

O Ministério da Saúde alerta que crianças menores de 7 anos apresentam maior risco de desenvolver complicações graves após uma picada. Além de dor intensa, o envenenamento pode provocar vômitos, transpiração excessiva, agitação, alterações cardíacas e dificuldades respiratórias. Em situações graves, pode ser necessária a administração de soro antiescorpiônico, conforme avaliação médica. A Secretaria de Estado de Saúde orienta que as vítimas procurem atendimento imediatamente, mesmo quando os primeiros sintomas parecerem leves, já que a evolução do quadro pode ser rápida, principalmente em crianças.

Para reduzir os riscos, as autoridades de saúde recomendam manter quintais limpos, eliminar acúmulos de lixo e materiais de construção, instalar proteção em ralos e vedar frestas em portas e paredes. Também é importante verificar calçados, roupas e toalhas antes de utilizá-los. Em caso de picada, a orientação é lavar o local com água e sabão e procurar imediatamente uma unidade de saúde, sem atrasar o atendimento. Não se deve fazer torniquetes, cortar a pele, sugar o veneno ou aplicar substâncias caseiras. O atendimento rápido é fundamental para diminuir o risco de complicações e permitir o tratamento adequado.



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