Policial
Vice-prefeita diz que teve rede social invadida e foto íntima ‘falsa’ exposta na rede social
| INVESTIGAMS/WENDELL REIS
A vice-prefeita de Sidrolândia, Cristina Fiuza, divulgou uma nota, nesta quarta-feira, informando que foi vítima de um crime cibernético, com a invasão de conta e divulgação de uma foto íntima falsa na rede social.
A vice-prefeita alega que foi surpreendida por dezenas de ligações telefônicas, sendo despertada em razão de uma grave situação envolvendo sua imagem e sua honra.
Fiuza sustenta que ao atender uma das chamadas, foi informada por uma amiga de que uma imagem supostamente sua, expondo partes íntimas de seu corpo, havia sido publicada em seu perfil pessoal, na rede social Facebook.
A imagem divulgada mostra uma mulher com os seios de fora, em post na rede social de Fiuza. Todavia, a vice-prefeita alega que jamais realizou a publicação, que afirma ser montagem.
“Cristina Fiuza esclarece, de maneira categórica, que jamais realizou tal publicação, que a imagem não é verdadeira, tratando-se de uma montagem criminosa, e que sua conta na rede social foi invadida e utilizada indevidamente por terceiros, sem seu conhecimento ou autorização', diz nota divulgada pelo advogado Alexandre Oliveira.
Segundo a defesa, até o momento, a vice-prefeita não registrou boletim de ocorrência informando a invasão.
Na nota, a defesa diz que o episódio representa uma grave violação à intimidade, à dignidade, à honra e à imagem da Vice-Prefeita, por meio de uma conduta covarde, ofensiva e absolutamente inadmissível.
“Informamos que as providências jurídicas cabíveis estão sendo adotadas, tanto para identificar e responsabilizar os autores da invasão e da montagem quanto aqueles que eventualmente tenham participado de sua divulgação criminosa'.
A defesa da vice-prefeita pondera que o artigo 216-B, parágrafo único, do Código Penal, criminaliza a realização de montagens destinadas a inserir pessoas em cenas de nudez ou de caráter sexual íntimo, prevendo pena de detenção de seis meses a um ano, além de multa.
“Cristina lamenta profundamente que pessoas inescrupulosas recorram a expedientes tão baixos e desumanos na tentativa de atingir sua reputação, sua integridade moral e sua trajetória pessoal e pública. Infelizmente, Cristina não é a primeira mulher a sofrer esses tipo de violência e, enquanto práticas dessa natureza forem toleradas ou naturalizadas, certamente não será a última', complementa.
Os advogados salientam ainda que a gravidade do episódio ganha contornos ainda mais preocupantes por atingir uma mulher que ocupa um cargo político, em um cenário no qual a exposição vexatória e a violência digital são frequentemente utilizadas como instrumentos de intimidação, constrangimento e tentativa de descredibilização de mulheres que exercem funções públicas.
“Por fim, solicitamos à população, aos veículos de comunicação e aos usuários das redes sociais que não compartilhem, reproduzam ou deem continuidade à circulação da imagem, evitando ampliar os danos causados à vítima e contribuir para a propagação desse ato ofensivo. Nenhuma mulher, independentemente de sua posição social, profissão ou atividade política, deve ter sua intimidade transformada em instrumento de humilhação pública… A honra não pode ser destruída pela mentira. A liberdade de expressão não pode servir de escudo para a violência. E a participação das mulheres na política jamais poderá ser silenciada pelo constrangimento e pela intimidação', conclui.
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