Adolescente com falência renal aguarda três dias por vaga no HU e é transferido em estado grave

Após dias de espera, o adolescente passou a utilizar muitos medicamentos e sofreu inflamação intestinal, que forçou a parada do tratamento

| TOP MíDIA NEWS/REBECA FERRO


Arquivo Pessoal
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Isac de Araújo Souza, de 15 anos, enfrenta um tratamento médico complicado no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, após passar três dias internado na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro Nova Bahia, em Campo Grande (MS). 

Segundo informações repassadas pela avó do adolescente, de 51 anos, Isac deu entrada na UPA na sexta-feira (9) com falência renal, onde permaneceu por três dias aguardando vaga no Hospital Universitário. Sem realizar o tratamento de hemodiálise, o quadro de saúde do jovem piorou. 

De acordo com a avó, na segunda-feira (12), o adolescente conseguiu ser encaminhado para o hospital e foi mantido por um dia no corredor, uma vez que não havia mais leitos no local. 

'Eles deixaram a gente no corredor durante um dia e solicitaram exames de sangue. No dia seguinte, colocaram meu neto em um leito na enfermaria, pois todos os exames estavam muito alterados, e iniciaram a hemodiálise nele.

 A situação ficou cada vez mais complicada. Segundo a avó, a condição de saúde do meu neto é complicada, pois ele precisa tratar diversas doenças.

'O meu neto faz tratamento para lúpus eritematoso sistêmico, vasculite ANCA, nefrite lúpica, proteinúria e insuficiência renal crônica. Ele também tem problema de pressão e faz uso de três medicações apenas para controlar a pressão alta. Com tantas medicações e o atraso no tratamento, ele sofreu uma inflamação estomacal e acabou vomitando sangue. Agora suspenderam o uso de todos os medicamentos para conseguir tratar a inflamação'.

Segundo a avó, o neto passou três dias sem conseguir comer e agora se recupera para voltar a fazer o uso das medicações. Mas os problemas não param por aí. O jovem conseguia retirar todos os medicamentos que precisava gratuitamente no SUS de Campo Grande, porém, em 2025, o seu pai, que mora em São Paulo, também foi diagnosticado com lúpus, e a avó do adolescente precisou se mudar para lá por um ano para cuidar do filho.

Por ser a única responsável pelos cuidados do neto, a mulher de 51 anos se mudou com o neto para São Paulo durante o período para conseguir ajuda ao seu filho. A mudança foi inevitável, porém o adolescente perdeu o direito que tinha de retirar os medicamentos e agora entrou na fila judicial novamente para conseguir a liberação.

'Os medicamentos dele custam juntos cerca de R$1.200, e eu não tenho condições de comprar. Os nossos parentes ajudam com os valores, porém o do lúpus é muito caro e eu não tenho condições de comprar. Com a complicação do quadro de saúde dele, eu precisei largar o meu trabalho para cuidar dele.'

Apenas o medicamento para controlar o lúpus custa R$ 800, e a família precisa de ajuda para conseguir custear o tratamento. Além da medicação, Isac também irá precisar realizar ressonâncias e endoscopias, porém, pela urgência do seu caso, a recomendação da equipe médica é que a família realize os exames em clínicas particulares. 

A família pede para que, quem puder, contribua com a vaquinha para conseguir custear o tratamento do jovem. Qualquer quantia pode ser dada pela chave PIX (19) 9 9009-8747. 



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