Esportes
Pedrinho diz que Vasco vai defender revisão de concessão do Maracanã: "Vou incomodar muito mais"
Presidente do Vasco diz que seguirá incomodando o consórcio administrado por Flamengo e Fluminense: "É por que o Vasco está se reestruturando?"
| GLOBOESPORTE.COM / REDAçãO DO GE
Após a aprovação do Conselho Deliberativo pela venda da SAF do Vasco, nesta terça-feira, o presidente Pedrinho disse que o clube irá rever a situação da licitação do Maracanã. O presidente disse que irá seguir incomodando o consórcio administrado por Flamengo e Fluminense, afirmando ainda que foi o presidente rubro-negro - Luiz Eduardo Baptista, o Bap - quem pediu um acordo para o uso do Maracanã pelo Vasco.
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— O critério técnico do Maracanã é muito simples. Eu quero jogar em São Januário, aí o Bepe não me garante a segurança. Sempre agradeci muito ao Bepe e continuo agradecendo, mas como eu já falei em outras entrevistas, me assusta muito a gente não conseguir jogar um clássico se a gente joga todos os jogos em São Januário. O Vasco leva uma desvantagem no Campeonato Brasileiro como mandante em duas partidas, não joga como mandante dois partidas. Mesmo sendo mandante no Maracanã quando é exercido esse direito — disse o presidente (leia a declaração completa ao fim da matéria).
O memorando de entendimento de Vasco, Flamengo e Fluminense prevê que todos os clássicos de 2025 e 2026 sejam disputados no Maracanã. O acordo também prevê quatro jogos ao Vasco por ano além dos clássicos.
Na temporada passada, o único jogo com mando vascaíno no Maracanã sem envolver os rivais cariocas foi contra o Corinthians, na final da Copa do Brasil. A partida aconteceu no dia 21 de dezembro, semanas após a conclusão do Brasileirão. Na opinião de Pedrinho, a data justificou o fato de o consórcio ter liberado a utilização do Maracanã, sem "desculpa do (estado do) gramado".
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— Eu sou proibido de jogar em São Januário, aí eu solicito o Maracanã. E é bom deixar claro que eu não estou pedindo. Eu tenho um contrato que me dá direito a quatro jogos em 2025, quatro jogos em 2025. No ano passado, eu usei uma vez. Sabe quando foi? O último jogo de todos os campeonatos que existiam no Brasil, por isso que não tinha desculpa do gramado. Joguei a final da Copa do Brasil contra o Corinthians.
Em 2026, o Vasco acumula quatro negativas a pedidos para atuar no Maracanã: contra Vitória (Copa do Brasil), Palmeiras (Brasileirão), Santa Fe (Sul-Americana) e Boca Juniors (Sul-Americana).
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— O que que eles estão fazendo? Me sufocando, me empurrando, para eu jogar onde eles querem que eu jogue? Eles vão vetando os lugares e vão me me tirando a possibilidade de eu exercer o meu direito?
— Fica já, com muita humildade, um aviso para todas as pessoas. Se o Vasco passou um período sem representatividade e isso está incomodando, vai incomodar muito mais, inclusive com relação ao consórcio do Maracanã, com a licitação. Eu vou rever isso. Pode ter certeza absoluta. Por que eu tenho casa, eu não tenho direito de rever? Vou rever, sim, senhor. Se isso está incomodando, se o Vasco voltar ao seu trilho... Não tô falando sobre título, mas sobre reestruturação institucional. Como eu já falei, eu não prometo título, não prometo vitória, eu prometo trabalho.
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— Com uma reestruturação institucional, (o Vasco) ainda vai incomodar muito mais pessoas. Agora, eu só não quero que façam covardia com o Vasco, porque se fizer eu vou lutar até o fim. Se tirar o Vasco (São Januário), eu vou pro Maracanã; se tirar o Maracanã, eu volto pro Vasco. Se tirar o Vasco de novo, eu vou lutar pelo Maracanã até eu poder exercer o meu direito que está em contrato.
O Maracanã é ponto central da discussão sobre o local de Vasco x Boca Juniors, pela semifinal da Sul-Americana. Nesta terça-feira, o desembargador Alexandre de Carvalho Mesquita, da 23ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), indeferiu o pedido de efeito suspensivo do Vasco para jogar a partida no estádio.
O clube buscava reverter a decisão de primeira instância da 2ª Vara Cível da Capital, que havia negado a tutela de urgência contra a Fla-Flu Serviços S.A., concessionária que administra o Maracanã.
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A decisão foi tomada em caráter liminar. Ou seja, ainda existe chance de mudança até sábado, data-limite para o Vasco informar à Conmebol onde será a partida de volta contra o Boca. O relator entendeu que, neste momento, não há elementos suficientes para determinar que a concessionária disponibilize o estádio ao Vasco.
Segundo ele, a discussão envolve uma controvérsia de "acentuada complexidade fático-probatória" sobre a real viabilidade da realização da partida no Maracanã, especialmente em relação às condições do gramado, ao calendário de utilização do estádio e às condições operacionais.
O prazo para o Vasco decidir o estádio é o próximo sábado. Caso optasse por atuar fora do Rio de Janeiro, o Vasco precisaria informar o local à Conmebol até 15 dias antes da data da partida. Com isso, a data-limite teria se encerrado na última segunda-feira.
Leia a declaração completa de Pedrinho sobre o uso do Maracanã:
— Com relação a a essa questão de Maracanã, Boca e Vasco, Vasco e Boca, me entristece muito porque as pessoas confundem muito as coisas. É muito bom quando a gente tem canais dos seus clubes, obviamente (as pessoas) defendem seus clubes, é justo. Agora, quando as pessoas são de canais dos seus clubes, vão para a TV aberta e defendem seus clubes sem qualquer critério técnico, aí já não vale mais a pena a gente ouvir.
— O critério técnico do Maracanã é muito simples. Eu quero jogar em São Januário, aí o Bepe não me garante a segurança. Sempre agradeci muito ao Bepe e continuo agradecendo, mas como eu já falei em outras entrevistas, me assusta muito a gente não conseguir jogar um clássico se a gente joga todos os jogos em São Januário. O Vasco leva uma desvantagem no Campeonato Brasileiro como mandante em duas partidas, não joga como mandante dois partidas. Mesmo sendo mandante no Maracanã quando é exercido esse direito.
— Eu sou proibido de jogar em São Januário, aí eu solicito o Maracanã. E é bom deixar claro que eu não estou pedindo. Eu tenho um contrato que me dá direito a quatro jogos em 2025, quatro jogos em 2025. No ano passado, eu usei uma vez. Sabe quando foi? O último jogo de todos os campeonatos que existiam no Brasil, por isso que não tinha desculpa do gramado. Joguei a final da Copa do Brasil contra o Corinthians.
— Em 2026, eu pedi três jogos com antecedência. Vitória, Santa Fe e o Boca agora, e recebo a negativa. O que que eles estão fazendo? Me sufocando, me empurrando, para eu jogar onde eles querem que eu jogue? Eles vão vetando os lugares e vão me me tirando a possibilidade de eu exercer o meu direito?
— Fica já, com muita humildade, um aviso para todas as pessoas. Se o Vasco passou um período sem representatividade e isso está incomodando, vai incomodar muito mais, inclusive com relação ao consórcio do Maracanã, com a licitação. Eu vou rever isso. Pode ter certeza absoluta. Por que eu tenho casa, eu não tenho direito de rever? Vou rever, sim, senhor. Se isso está incomodando, se o Vasco voltar ao seu trilho... Não tô falando sobre título, mas sobre reestruturação institucional. Como eu já falei, eu não prometo título, não prometo vitória, eu prometo trabalho.
— Com uma reestruturação institucional, (o Vasco) ainda vai incomodar muito mais pessoas. Agora, eu só não quero que façam covardia com o Vasco, porque se fizer eu vou lutar até o fim. Se tirar o Vasco (São Januário), eu vou pro Maracanã; se tirar o Maracanã, eu volto pro Vasco. Se tirar o Vasco de novo, eu vou lutar pelo Maracanã até eu poder exercer o meu direito que está em contrato.
— Esse contrato aconteceu quando eu eu ia ser mandante contra o Flamengo, no Maracanã, só que eu exercia direitos de visitante. Se eu sou visitante jogando como mandante, eu vou jogar em outro estádio, fui pro Nilton Santos, onde eles proíbem Norte e Sul. Eu faço uma ligação e falo "estão proibindo Norte e Sul, o jogo mais violento do Rio de Janeiro hoje não é Vasco x Flamengo", pelo menos na época. Existem clássicos mais violentos em que Norte e Sul são abertas.
— A ligação volta e fala que o presidente do Flamengo queria fazer um acordo. O acordo foi feito. Foi onde eu fiz os pedidos dos mandos de campo, de exercer o direito de mandante quando for mandante, customizar o vestiário, deixar preto e branco, o número de camarotes, estacionamentos, ingressos, tudo isso.
— Isso e os quatro jogos que eu falei. Foi aceito. Mas foi aceito só pra eu fazer esse jogo no Maracanã (contra o Corinthians)? Eu tô me sentindo usado. Fiz esse jogo no Maracanã e nunca mais usei de todos os outros os direitos que eu tenho no contrato. Eu vou continuar lutando. Se isso vai incomodar, pode se preparar, porque eu vou lutar com o Vasco todas as vezes que, na minha opinião, o Vasco for injustiçado dentro de um contrato.
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