Policial
Com 17 celulares furtados por dia em MS, veja o que fazer para proteger dados
Mesmo com queda nos casos, 78,8% dos brasileiros temem perder o aparelho
| FáTIMA NEWS/CAMPO GRANDE NEWS
Mato Grosso do Sul teve 6.101 celulares roubados ou furtados em 2025, média de quase 17 por dia. O número caiu 14,6% em relação a 2024, quando foram contabilizados 7.087 aparelhos, mas esse tipo de crime ainda preocupa a população.
Os dados são do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública). Pesquisa da entidade em parceria com o Datafolha mostrou que 78,8% dos brasileiros têm medo de ter o celular roubado ou furtado. Outros 83,2% temem sofrer golpes pela internet ou pelo aparelho.
De 246 celulares recuperados durante operação, 136 são devolvidos aos donos Em Mato Grosso do Sul, os furtos são maioria. Foram 4.614 aparelhos furtados em 2025, contra 5.211 no ano anterior, redução de 12,1%. Já os roubos passaram de 1.876 para 1.487, queda de 21,4%. Com os dois crimes somados, a taxa no Estado caiu de 244,2 para 208,6 celulares levados a cada 100 mil habitantes.
O Anuário também apresenta os números por ocorrências registradas, pois um único boletim pode envolver mais de um aparelho. Nesse recorte, Mato Grosso do Sul teve 5.664 ocorrências em 2025, ante 6.631 em 2024, redução de 15,2%.
No Brasil, foram 792.284 ocorrências de roubo e furto de celulares em 2025, queda de 7,7%. Os roubos diminuíram 18,6%, enquanto os furtos cresceram 0,9%. Atualmente, seis em cada dez celulares subtraídos são furtados e quatro, roubados.
Os registros policiais podem não mostrar toda a dimensão do problema. Pesquisa de vitimização citada pelo Fórum aponta que 8,3% da população com 16 anos ou mais declarou ter sido vítima de roubo, ou furto de celular nos 12 meses anteriores ao levantamento, o equivalente a cerca de 13,9 milhões de pessoas.
Teve o celular levado? Veja o que fazer - Além da perda do aparelho, o acesso a contas bancárias, e-mails e redes sociais pode aumentar o prejuízo. Por isso, é importante agir rápido. A orientação é avisar o banco para bloquear aplicativos, cartões e biometria, além de alterar as senhas. A vítima também deve procurar a operadora para suspender o chip ou eSIM e pedir orientação sobre o bloqueio do IMEI.
O boletim de ocorrência pode ser registrado pela internet ou em uma delegacia da Polícia Civil. Também é recomendado trocar as senhas de e-mails, redes sociais e aplicativos de mensagens. Pelos recursos do próprio aparelho, é possível tentar localizá-lo, bloqueá-lo ou apagar os dados remotamente. Depois, a orientação é acompanhar as movimentações bancárias e ficar atento ao uso indevido de dados.
Outra opção é o Celular Seguro, programa do Ministério da Justiça e Segurança Pública que permite emitir um alerta em caso de roubo, furto ou perda. A ferramenta comunica instituições participantes para adotarem medidas de bloqueio dos acessos vinculados ao aparelho.
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