Justiça manda soltar influenciador e irmão, alvos de operação que apura sorteio de rifas

| DOURADOSNEWS / DA REDAçãO


O influenciador Eduardo Razuk, ao lado de Audi que é avaliado em R$ 1,2 milhão. - Crédito: (Reprodução/Instagram)
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A Justiça de Mato Grosso do Sul mandou soltar o influenciador digital Eduardo Razuk e o irmão dele, Rafael, no início da noite desta segunda-feira, dia 31 de agosto, em Campo Grande, 13 dias depois de ambos serem presos na Operação Rodas da Sorte.

A juíza May Melke Amaral Penteado Siravegna substituiu a prisão por medidas cautelares após entender que as buscas e outras diligências já foram cumpridas e o inquérito policial chegou ao fim.

Conforme os autos obtidos pelo site Campo Grande News, a ordem foi liberada às 18h20 e prevê a expedição do alvará de soltura. Eles deverão comparecer à Justiça uma vez por mês, não poderão sair do Brasil e terão 48 horas para entregar os passaportes. As demais restrições impostas no decorrer da investigação foram mantidas.

A conclusão do inquérito também pesou na análise. A Polícia Civil já apresentou o relatório final, e o material agora aguarda avaliação do MP/MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) para definir se haverá denúncia.

Segundo a decisão, as provas recolhidas estão sob controle do Estado, o que reduz a possibilidade de interferência dos irmãos no trabalho já realizado.

Rafael e Eduardo Razuk foram presos em 18 de agosto durante a Operação Rodas da Sorte, conduzida pela DERCC (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos).

A investigação apura sorteios divulgados pela internet e a movimentação do dinheiro arrecadado. Na ocasião, foram cumpridos quatro mandados de prisão e 11 de busca em Mato Grosso do Sul, Paraíba e Rio de Janeiro.

As equipes apreenderam 22 veículos de alto padrão e dois relógios de luxo. A Justiça também tornou indisponíveis cinco imóveis e determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 500 milhões em contas relacionadas aos investigados. Perfis usados por Eduardo nas redes sociais também sofreram restrições.

A defesa sustenta que os sorteios eram autorizados pela Loteria da Paraíba e que os valores recebidos tinham origem lícita. Na semana passada, os advogados tentaram derrubar as prisões dos irmãos, mas uma liminar foi negada.



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