Mulher é presa suspeita de jogar caldo quente na filha de 2 anos

| DOURADOSNEWS / DA REDAçãO


Fachada da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Ponta Porã, onde caso foi registrado. - Crédito: (Arquivo/Campo Grande News)
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Uma dona de casa, de 27 anos, foi presa nesta terça-feira, dia 09 de junho, suspeita de provocar queimaduras graves na própria filha, de 2 anos, ao jogar líquido quente no rosto da criança na Aldeia Lima Campo, em Ponta Porã, na região de fronteira com o Paraguai. A menina recebeu atendimento médico e foi transferida para Dourados por vaga zero devido à gravidade dos ferimentos.

O caso chegou ao conhecimento da Polícia Militar após uma liderança indígena relatar a situação por mensagem. Quando os policiais chegaram à aldeia, receberam a informação de que a criança já havia sido levada para atendimento de saúde.

Segundo relatos colhidos no local, a mãe teria se irritado depois que a filha reclamou de fome. Testemunhas informaram que a mulher estava com uma panela contendo caldo quente e, em determinado momento, lançou o líquido contra a menina.

O avô materno da criança contou que ouviu os gritos da neta e encontrou a filha segurando a menina já ferida. Conforme o relato prestado aos policiais, a mulher afirmou que estava com muita raiva quando atingiu a criança.

Segundo o site Campo Grande News, moradores da aldeia ajudaram no socorro e encaminharam a vítima para a unidade de saúde local. De lá, equipes médicas providenciaram a transferência para o Hospital Regional de Ponta Porã.

De acordo com informações médicas repassadas à polícia, a menina sofreu queimaduras de segundo grau no rosto. Em razão da extensão das lesões, a equipe médica solicitou a transferência para uma unidade especializada em Dourados.

Ainda conforme o boletim de ocorrência, testemunhas relataram que a criança já havia sofrido agressões anteriores. Esse histórico será apurado durante a investigação.

A suspeita foi localizada na aldeia e levada para a delegacia. Os policiais registraram que ela apresentava sinais de embriaguez e não conseguiu prestar esclarecimentos consistentes sobre o ocorrido.

O Conselho Tutelar acompanhou o atendimento do caso. As circunstâncias da agressão e a situação da criança serão investigadas pelas autoridades responsáveis.



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