Oposição cobra explicações após PF trocar delegado de inquérito do INSS, que investiga Lulinha

Carlos Viana (PSD-MG) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) criticam mudança no comando do caso e pedem transparência à Polícia Federal

| EMANUELLE MENEZES / SBT NEWS


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A troca do delegado da Polícia Federal responsável pelo inquérito das fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) provocou reação de parlamentares da oposição nesta sexta-feira (15). O senador Carlos Viana (PSD-MG), ex-presidente da CPMI do INSS, e o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), cobraram explicações da direção-geral da PF sobre a substituição no comando da investigação.

Mais cedo, o SBT News revelou que a Polícia Federal apresentou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), os novos delegados responsáveis pelo caso. O pedido de quebra de sigilo envolvendo Luís Cláudio Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), havia sido feito durante a gestão do delegado substituído.

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Em publicação nas redes sociais, Carlos Viana afirmou ter encaminhado um ofício ao diretor-geral da PF pedindo esclarecimentos sobre a mudança.

Viana também afirmou que, como presidente da CPMI do INSS, acompanhou de perto o caso – que classificou como "uma das maiores fraudes morais já praticadas contra aposentados e pensionistas".

Já o deputado Sóstenes Cavalcante anunciou que protocolou um requerimento para convocar o diretor-geral da Polícia Federal à Câmara dos Deputados.

Segundo o parlamentar, a substituição do delegado "gera questionamentos legítimos por parte da sociedade brasileira".

Em entrevista ao SBT News nesta sexta-feira (15), no Rio de Janeiro, Sóstenes Cavalcante chamou a troca do delegado durante o andamento das investigações de "grande escândalo".

O deputado também comparou o episódio com a repercussão envolvendo tentativas de mudanças na Polícia Federal durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

"Se fosse na época de Bolsonaro, só porque ele quis nomear o superintendente da Polícia Federal, que era atribuição dele, aí o STF interfere e faz tudo", declarou.

Em abril de 2020, o então ministro da Justiça do governo Bolsonaro, Sérgio Moro, pediu demissão e acusou o presidente à época de interferir na direção da Polícia Federal.



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