Ministério Público investiga Sesau por falta de materiais para tratamentos médicos domiciliares

O inquérito surgiu a partir de um caso, mas, como pode estar atingindo outros pacientes, a distribuição será investigada

| TOP MíDIA NEWS/BRENDA SOUZA


Reprodução/PMCG
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O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) instaurou um inquérito civil para investigar possíveis irregularidades no fornecimento de insumos médico-hospitalares pela rede pública de saúde de Campo Grande. A apuração envolve a distribuição de materiais usados principalmente no atendimento domiciliar de pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde).

A investigação é conduzida pela 32ª Promotoria de Justiça da Capital e começou após a conversão de uma notícia de fato em inquérito civil. Segundo o MPMS, os primeiros indícios surgiram a partir do caso de uma idosa acamada, portadora de úlcera venosa crônica, que enfrentava dificuldades para conseguir materiais básicos para curativos e medicamentos de uso contínuo.

Conforme o órgão, durante as apurações iniciais foram registrados relatos de falta frequente de itens como gaze, ataduras e fitas hospitalares.

Apesar de ter origem em um caso individual, o Ministério Público avalia que o problema pode atingir outros pacientes atendidos pelo PDIMH (Programa de Dispensação de Insumos Médico-Hospitalares para Uso em Domicílio), mantido pela Sesau (Secretaria Municipal de Saúde).

Com a abertura do inquérito, o MPMS vai analisar as medidas adotadas pela prefeitura para garantir a regularidade no abastecimento e na distribuição dos insumos médico-hospitalares na rede municipal.

O órgão também informou que acompanha a situação da paciente que motivou a investigação e que orienta os familiares sobre medidas para assegurar o atendimento necessário.



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