Itaporã está entre municípios que receberão doses de vacina contra Chikungunya em MS

Itaporã receberá 3 mil doses da vacina contra a Chikungunya em meio ao avanço da doença na região sul de Mato Grosso do Sul; imunização faz parte de plano emergencial para conter o surto.

| MIDIA MAX/ IDAICY SOLANO, JENNIFER RIBEIRO


Reunião para definir estratégias de vacinação ocorreu na SES. (Foto: Henrique Arakaki, Jornal Midiamax)
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Mato Grosso do Sul deve receber 46,5 mil doses de vacina contra a chikungunya, que serão destinadas aos municípios de Dourados e Itaporã, locais que concentram o surto da doença, na região sul do Estado. A informação foi confirmada durante reunião do COE (Centro de Operações de Emergências) realizada na SES (Secretaria de Estado de Saúde), nesta quarta-feira (1°).

Conforme o último boletim epidemiológico, Mato Grosso do Sul já registra mais de 1,7 mil casos confirmados de chikungunya, com 3.657 casos prováveis e 7 óbitos confirmados. Além disso, 17 municípios estão com alta incidência da doença.

 
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A estratégia de vacinação definida pelas autoridades prevê que 43,5 mil doses sejam destinadas a Dourados e outras 3 mil a Itaporã. Entre as ações discutidas para frear o avanço da doença, estão também o reforço da assistência, a intensificação da vigilância, a ampliação do diagnóstico e o apoio direto aos municípios.


Plano de vacinação
Dourados foi incluído como município elegível na estratégia piloto nacional de vacinação contra a chikungunya, com planejamento em andamento para definição das etapas de implementação. A estratégia inclui, ainda, a preparação das equipes de saúde e a organização da rede para aplicação das doses conforme diretrizes nacionais.

Conforme informado durante a reunião, povos indígenas serão prioridade para receber a imunização. Mulheres gestantes, no entanto, não poderão receber a dose. O público-alvo será dos 18 aos 59 anos, sem comorbidades, conforme orientação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

“A expectativa é bastante positiva. Fomos contemplados através desse projeto do Butantan com o Ministério da Saúde, um projeto-piloto, com mais de 46 mil doses da vacina, destinadas à população de 18 a 59 anos, sem comorbidades, para os municípios que estão com alto índice epidêmico, que são, neste caso, Dourados e Itaporã”, afirma a secretária adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone.

A coordenadora de Imunização da SES (Secretarial Estadual de Saúde), Paula Goldfinger, explica que a distribuição das doses considera critérios técnicos e o impacto da doença na região. “Dourados concentra o maior volume de doses devido ao cenário epidemiológico, e toda a estratégia está sendo estruturada para garantir uma implementação segura e eficiente.”

Novos leitos
O Governo do Estado disponibilizou mais 15 leitos temporários para ampliar a capacidade de atendimento aos pacientes com chikungunya no HRD (Hospital Regional de Dourados). Do total, são 10 leitos adultos e 5 pediátricos, integrados à estrutura já existente do hospital, que conta com 100 leitos, sendo 20 de UTI.

Ações de combate
A superintendente de Vigilância em Saúde, Larissa Castilho, destaca que o Governo do Estado mantém monitoramento contínuo da situação epidemiológica nas regiões afetadas, com reuniões diárias e acompanhamento sistemático dos indicadores. Entre as ações em execução, estão o fortalecimento do fluxo de notificações, apoio à investigação de óbitos e suporte laboratorial por meio do Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso do Sul).

Também estão sendo feitos o envio de equipamentos, a aplicação de fumacê e ações de borrifação nos municípios, além da atuação direta das equipes na identificação de criadouros do mosquito e em serviços de orientação à população. As ações incluem: atuação prioritária em territórios indígenas, além da ação conjunta de órgãos estaduais, federais e municipais.

A SES reforça que a prevenção continua sendo fundamental no combate à chikungunya. A orientação é eliminar água parada, entulhos e manter quintais limpos. A recomendação aos pacientes é buscar atendimento em postos de saúde ao surgirem sintomas como febre alta, dores intensas nas articulações, dor de cabeça e manchas na pele, além de evitar a automedicação.



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