Itaporã
Prefeito de Itaporã,Tiago rebate procurador do MPF e diz que assinou nota conjunta
Ações conjuntas entre as prefeituras de Dourados e Itaporã, junto dos governos federal e estadual, estão sendo tomadas para combate à chikungunya
| ITAPORAMSNEWS.COM.BR/
O prefeito de Itaporã, Tiago Carbonaro (PP), rebateu a fala do procurador do MPF (Ministério Público Federal) Marco Aurélio, sobre uma possível recusa da assinatura da nota conjunta sobre ações de combate a dengue e chikungunya nas aldeias de Dourados. As cidades ficam a 20 km de distância uma da outra.
Na abertura da COP15, Marco Aurélio afirmou achar um ‘absurdo’ a prefeitura alegar não ter recursos para a mobilização geral em torno da situação.
Em contrapartida, Carbonaro encaminhou a nota assinada à reportagem do Jornal Midiamax e disse que há veículos da prefeitura nas aldeias em Dourados contribuindo com o que for necessário. Um esforço conjunto entre as prefeituras, Fiocruz e os governos federal e estadual foi pactuado em uma reunião na sexta-feira (20).
Segundo o prefeito, não teve nada de falta de assinatura. “Participamos sempre lá com ações. Nós estamos lá na aldeia nesse momento atendendo com carro, que está sem. Atendemos final de semana também.”
Entenda
O procurador do MPF (Ministério Público Federal) afirmou que houve resistência, por parte da Prefeitura de Itaporã, a medidas sobre os casos de dengue e chikungunya nas aldeias de Dourados. Neste ano, nas aldeias Bororó e Jaguapiru, foram registradas quatro mortes pela doença. Até as aulas no local foram suspensas, sendo retomadas nesta segunda-feira (23).
O procurador Marco Aurélio participa da abertura da COP15 em Campo Grande e conversou com a reportagem do Jornal Midiamax. Ele destacou que o único porém da reunião foi a Prefeitura de Itaporã, cidade vizinha a Dourados. “A gente entende que o mosquito não tem GPS, ou seja, é o momento de todos os órgãos, independente, ali, de atribuições territoriais, se envolverem. Queremos que a Prefeitura de Itaporã se junte aos esforços, obviamente com as limitações que ela possui; mas, assim, é um absurdo que ela venha alegar que não tem recursos”.
O MPF fará uma recomendação a respeito e, se for o caso, levará à Justiça para que as ações em Itaporã sejam implementadas. “Quando a gente remeteu a nota conjunta para a Prefeitura de Itaporã, houve essa sinalização por parte da prefeitura de que ela não concordava com os termos, que ela não iria se comprometer. Aí, a partir do momento que há essa resistência, a gente vai tomar as medidas extrajudiciais inicialmente e depois as medidas judiciais necessárias”.
Midia Max, Renata Volpe-(Revisão: Dáfini Lisboa)
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