Saúde
Com esse sol escaldante, todo cuidado com a pele é pouco
No verão, o perigo aumenta, sendo preciso cuidado
| THAILLA TORRES / CAMPO GRANDE NEWS
Enquanto muita gente encara o sol como sinônimo de descanso e lazer, os números mostram que a exposição sem proteção segue cobrando um preço alto. O câncer de pele acontece quando as células da pele passam a se multiplicar de forma desordenada e pode se manifestar de duas maneiras principais: o melanoma, mais agressivo, com maior risco de metástase, e o não melanoma, mais frequente no Brasil, com altas chances de cura quando diagnosticado cedo, mas que pode causar mutilações se o tratamento não acontece no tempo certo.
As estimativas do INCA apontam para 220 mil novos casos por ano de câncer de pele não melanoma e cerca de 9 mil casos de melanoma, reforçando que prevenção não é discurso de campanha: é necessidade diária.
Para a biomédica esteta Luciana Carletto, o risco está diretamente ligado ao comportamento ao sol. “A principal causa do câncer de pele é a exposição excessiva e desprotegida aos raios ultravioletas (UV), seja do sol ou de câmaras de bronzeamento artificial', explica. Ela chama atenção para sinais que não devem ser ignorados, como pintas ou manchas que mudam de cor, crescem rapidamente, coçam, sangram ou não cicatrizam.
No verão, o perigo aumenta. A radiação solar atinge níveis elevados e pode ultrapassar limites considerados seguros até mesmo em dias nublados. Por isso, o uso diário de protetor solar com FPS 30 ou superior deixa de ser um detalhe estético e passa a ser cuidado básico de saúde, com reaplicação a cada duas ou três horas, especialmente após suor intenso ou contato com água. Chapéus, óculos escuros e roupas com proteção UV ajudam a reforçar essa defesa.
“É importante lembrar: tomar sol faz bem, mas com responsabilidade. A exposição deve ser evitada entre 10h e 16h, período de maior intensidade da radiação UV. E a autoproteção inclui também observar regularmente as pintas e manchas do corpo, buscando atendimento médico ao notar qualquer alteração. Quando o assunto é câncer de pele, a prevenção é sempre o melhor tratamento', avalia a professora do curso de Biomedicina da Estácio.
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